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O bem maior

 

Não de hoje há em Araucária uma ideia equivocada do que é a razão da existência dos órgãos públicos. E isso, infelizmente, está fazendo com que os cargos certos defendam os interesses errados.

Concentremo-nos no caso concreto da notícia acertada da Prefeitura de por fim ao ralo de dinheiro público que sempre foi a Companhia Municipal de Transporte Coletivo (CMTC).

A notícia de uma maneira geral foi bem recebida pela comunidade, por quem conhece um mínimo que seja da história da Companhia. Essas pessoas sabem que a CMTC está podre por dentro. E isso não é de hoje. Há, porém, uma minoria que ousa defender sua manutenção e o faz não porque considera que ela é importante para o bom desenvolvimento do serviço público a qual se destina e sim porque fulano ou cicrano serão prejudicados.
Esta semana, por exemplo, ouvi uma integrante da Câmara de Vereadores argumentar que não era correto extinguir a CMTC porque as famílias dos 29 funcionários celetistas da companhia seriam prejudicadas, assim como já teriam sido as famílias de um outro grupo de contratados de uma empresa de ônibus que prestava serviços à companhia, a qual teve seu contrato supostamente irregular descontinuado.

Ora, com todo o respeito que a edil merece, mas é equivocada a maneira como ela aborda a questão. Isto porque a CMTC não foi criada para dar emprego para meia dúzia de funcionários próprios ou para gerar contratos para empresas de ônibus, que por consequência irá gerar outra meia dúzia de postos de trabalho.

A CMTC foi criada para gerir o transporte coletivo. É essa a missão institucional dela. Todo o resto é consequência. Logo, na análise de um projeto tão importante como o que definirá a manutenção ou extinção de uma companhia como essa, nenhum edil em sã consciência deveria se manifestar no sentido de que é preciso preservar os empregos de meia dúzia de pessoas.

A análise que se espera de um membro do legislativo que, com a mão direita em riste, jurou defender os interesses do Município de Araucária precisa ser maior, mais digna, menos corporativista. Precisa ser feita aos olhos da legalidade, da moralidade, da impessoalidade e todos os outros princípios que regem a administração pública.

Num momento tão crucial para a história de Araucária, como é este que estamos tendo a oportunidade de vivenciar, espera-se que, como já anteriormente apregoado, os homens certos não sejam movidos por interesses errados e, no caso concreto da extinção da CMTC, o interesse certo é poder recomeçar a busca de um transporte coletivo mais eficiente para o cidadão comum. Já o interesse errado é não mexer no status quo da companhia simplesmente para que meia dúzia de empregos e/ou contratos de empresas sejam mantidos.

Comentários são bem vindos em www.opopularpr.com.br. Até uma próxima!

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