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A contrarreforma da previdência


A partir da próxima segunda feira, 19/fev, o congresso colocará em votação a contrarreforma da previdência. Depois de ter adiado várias vezes e ter usado milhões com campanhas publicitárias, o governo espera aprovar a nova lei que, na prática, acaba com a aposentadoria dos trabalhadores. O tempo mínimo de contribuição será de 40 anos, com requisitos quase inalcançáveis depois que a reforma trabalhista foi aprovada. O adiamento da votação, feito várias vezes pelo presidente da câmara Rodrigo Maia, tem como objetivos dificultar a mobilização popular e conseguir o número de 308 deputados a favor.

A previdência funciona como uma poupança, onde cada trabalhador contribui mensalmente com uma parte do seu salário para, no final da sua vida, ter uma renda mínima. Não é verdade que a previdência não se sustenta, e é sabido que astronômicas dívidas de empresários são simplesmente perdoadas pelo governo. No lugar de cobrar dessas empresas e cuidar dessa poupança coletiva, o governo articula, com ainda mais prejuízo para a população, a compra de deputados para impedir que as pessoas tenham de volta aquilo que economizaram durante a vida.

Além de ganhar com a contribuição previdenciária de quem trabalha a vida toda, também está sendo negociada com os grandes bancos – que contam os lucros na casa dos vários bilhões – a abertura de mercado com a procura por planos privados. Ou seja, enquanto a população acredita que o governo age em defesa de seus interesses, suas vidas são negociadas.

Esse é mais um passo na direção de aumentar a exploração da classe trabalhadora do Brasil, que já vem se submetendo a condições de trabalho degradantes e humilhantes. É cada vez mais comum vermos pessoas morando nas ruas ou em subempregos.

Nos tirarão tudo aquilo que permitimos: a única maneira de frearmos mais essa injustiça é com a organização e a mobilização da classe trabalhadora brasileira. Vários atos estão sendo chamados pelo país, e uma grande greve geral precisa ser construída.

 

Publicado na edição 1100 – 15/02/2018

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