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A história de nossa vida como classe trabalhadora é a história de nossas lutas


O resultado da eleição no Brasil foi fruto de uma campanha financiada pela burguesia que precisava de um governo que acelerasse e a profundasse ainda mais os ataques à classe trabalhadora. Assim, descartou o PT, e percebendo que Alckmin não engrenava, se empenharam em apoiar o candidato do PSL.

Mentiras, discurso de ódio com posteriores “justificativas”, acusações e fuga de debates marcaram as estratégias dessa campanha, que conseguiu enganar direitinho muitas pessoas que, sem enxergar o que existe por trás de Bolsonaro, o elegeram.

A conciliação de classes orquestrada pelo PT também significou uma derrota, principalmente porque retrocedeu a consciência da classe. Isso potencializou o discurso mentiroso de um militar saudoso da ditadura que se inscreveu prometendo ser o salvador da pátria. Assim, o ódio ao PT bateu o martelo na disputa que encerrou no domingo.

Para avançar contra os direitos dos trabalhadores, Bolsonaro pretende avançar com as reformas trabalhista e da previdência e criminalizar os Sindicatos e movimentos sociais. O discurso que fez trancado em casa, é carregado de ódio de classe. Afirma que para quem luta o que sobra é a cadeia ou o exílio, o ataque às organizações que não arredarão o pé de lutar.

PARA DESGRAÇA DA BURGUESIA, NÓS SOMOS MUITOS E QUANDO ESTAMOS JUNTOS, NÃO TEM PRECONCEITO, ÓDIO E VIOLÊNCIA QUE NOS DERRUBE.

Foram mais de 47 milhões de pessoas que votaram contra Bolsonaro, e nós estamos entre eles. Mais de 30 milhões de pessoas não foram votar, mais de 2 milhões votaram em branco e mais de 8 milhões anularam seus votos. São milhões que disseram NÃO para o que quer a burguesia com seu candidato fascista.

A direita que de tempos em tempos é liberada pela burguesia para destilar seu ódio de classe e seu preconceito, é responsável pelo aumento da violência e das mortes provocadas por alguns apoiadores de Bolsonaro que acham que têm carta branca para matar. Mestre Moa assassinado em Salvador, a travesti Priscila assassinada em São Paulo, o jovem Charlione assassinado no Ceará ao lado de sua mãe.

Nós vamos seguir ampliando as trincheiras de organização e luta da classe trabalhadora e vamos construir com todas as Organizações que de fato estejam dispostas a lutar contra o fascismo que representa o projeto de Bolsonaro e sua equipe.

Fonte: Intersindical – Instrumento de Luta Organização da Classe Trabalhadora – adaptado.

Publicado na edição 1137 – 01/11/18

 

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