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A importância da função das pedagogas nas escolas e os ataques do governo Hissam


O termo Pedagogo vem do latim pedagogus e deriva da palavra paidagogos. Em termos literais a palavra Pedagogia significa “condução da criança” e apesar de possuir diferentes conotações desde a Grécia Antiga, o Pedagogo é aquele que conduz a criança ao saber.

O curso de Pedagogia foi instituído no Brasil em 1939 e desde então a atuação do pedagogo e seu perfil profissional vem sofrendo alterações significativas frente às mudanças que redefiniram o papel da educação no Brasil entre o final do século XX e início do século XXI.

Pedagogos e professores possuem a mesma base de formação. Entre as atribuições desses profissionais, estão a organização e acompanhamento do trabalho pedagógico, transitando em diversos espaços da escola e promovendo a integração entre os sujeitos. É o pedagogo que viabiliza o trabalho do professor, facilitando a relação de aprendizagem dos alunos. Ou seja, é responsável direto pelos processos de ensino.

No ambiente escolar, o pedagogo apresenta um conjunto de conhecimentos dos aspectos que influenciam no processo de ensino-aprendizagem: metodologias, currículo, avaliação, planejamento, fundamentos teóricos etc. Esses conhecimentos quando utilizados na prática pedagógica do professor favorecem a troca do conhecimento científico em saber escolar, aprendizagem propriamente dita. Portanto, os conhecimentos do pedagogo contribuem para a articulação entre o conhecimento próprio de cada disciplina e os saberes próprios do processo educativo.

Apesar de toda a evidência sobre o fato de que os pedagogos exercem função docente na escola, esse não é o entendimento de representantes do governo Hissam. A procuradoria geral do município emitiu um parecer em que afirma que pedagogo é um cargo técnico, não docente. No mínimo, essa é uma interpretação muito equivocada e claramente não se fundamenta naquilo que caracteriza o trabalho diário desses profissionais.

Infelizmente, em nosso país, há muitas pessoas legislando sobre educação sem ter o conhecimento real sobre a questão. Assim, se fazem e refazem leis sobre educação, sem que a comunidade escolar seja consultada. Sem que os trabalhadores da educação, que representam de fato os interesses da escola e conhecem a fundo suas necessidades, sejam ouvidos.

A falta de entendimento e a condição antidemocrática que temos enfrentado em diversos governos e suas instâncias precisa ser revista. Não é possível retroceder à épocas como a da ditadura, em que tínhamos que acatar tudo o que nos era imposto.

Temos voz e temos vez. A comunidade escolar precisa se unir pela defesa da carreira dos pedagogos de Araucária!

 

 

Publicado na edição 1109 – 19/04/2018

 

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