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ACIAA defende a abertura do comércio, dentro dos protocolos de saúde


A Associação Comercial de Araucária (ACIAA) questionou o fechamento do comércio ocorrido desde o dia 1º de julho, por força de decretos municipal e estadual, sem oferecer a chance, aos comerciantes de se organizarem para tentar resistir a duas semanas de fechamento. O presidente da entidade, Juscelino Katuragi, disse que defende a saúde e as vidas em primeiro lugar, mas que não dá para esquecer dos pequenos comerciantes que geram empregos e, nesse momento de pandemia, passam por sérias dificuldades para poder honrar seus compromissos financeiros. “Desde o início dessa crise pandêmica, reivindicamos junto aos governos municipal, estadual e federal, a abertura de todos os segmentos empresariais, respeitando, é claro, as medidas de prevenção e cuidados sanitários que a atual situação exige, sempre com um olhar atento aos clientes e aos funcionários”, enfatizou.

Katuragi fez uma retrospectiva da situação que o comércio tem vivido desde o começo da crise, a começar pelo primeiro decreto municipal, no mês de março, o qual impôs várias restrições, embora as atividades não tenham sido suspensas. No início de abril, o novo decreto gerou confusão na sua interpretação. “Depois da publicação do decreto fizemos uma reunião com a Prefeitura e pedimos autorização para a abertura do comércio e solicitamos esclarecimentos sobre as recomendações e imposições descritas no documento. Foi elaborada uma nota explicativa resumida com orientações e, assim, o comércio permaneceu aberto, seguindo todas as medidas de segurança. Estava indo tudo bem, até que a Assomec e o governo do estado decidiram reduzir o horário de atendimento dos comércios, o que, na minha opinião, acabou gerando mais aglomerações, mas pelo menos o comércio estava funcionando”, lembrou Katuragi.

No entanto, ele afirma que a situação dos comerciantes se tornou mais crítica com os últimos decretos, tanto municipal quanto estadual, que determinaram o fechamento do comércio não essencial por duas semanas. “Imagine como ficou a situação dos pequenos comércios, já tão prejudicados pela crise, que compraram mercadorias, fizeram reposição de estoque e não estão podendo vender. Quem vai pagar a conta deles? Já estão endividados, sem ajuda financeira do governo do estado e do governo federal. Se não bastasse, a maioria das empresas aderiu ao programa de suspensão de contrato e redução de jornada, o qual está acabando. Sem dúvidas, precisamos do apoio do Município, também, para que o comércio, que movimenta a economia local, possa sobreviver”, pontuou.

Lamentou que apenas as grandes empresas estejam faturando com a liberação do dinheiro emergencial do Governo. “O pequeno comerciante não vê a cor desse dinheiro. Creio que os decretos precisam levar em conta a coletividade, e não atender uma minoria. Cada prefeito conhece a sua realidade e deve ter autonomia pra decidir o que for melhor pra todos. Se não for dessa forma, o comércio vai quebrar, e infelizmente já tivemos muitas lojas fechadas e outras que estão colocando seus negócios à venda”.

O presidente da ACIAA finalizou, alertando que a pandemia do coronavírus não tem prazo para acabar, e é preciso se adaptar a ela, até que a vacina ou a cura sejam descobertas. “Não podemos fechar tudo, temos que nos planejar, manter o comércio aberto, seguindo todos os cuidados necessários, e a população também precisa se conscientizar e fazer a sua parte”.

Texto: Maurenn Bernardo

Foto: Marco Charneski

Publicado na edição 1220 – 09/07/2020

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