É inegável que a internet propiciou a milhões de pessoas acesso a informações que até outrora era restrito a um grupo de privilegiados.
Posteriormente, com as redes sociais, as pessoas puderam, além de se informar, também emitir cada vez mais sua opinião sobre tudo e todos.
Porém, esses dois ganhos da sociedade atual – internet e redes sociais – não significou necessariamente uma participação mais efetiva da população no dia a dia de suas cidades. Talvez, aliás, o efeito tenha sido justamente o contrário. A falsa noção de que as ferramentas tecnológicas deixam tudo ao alcance de um clique têm acomodado muitos, que preferem ficar em suas casas, “protegidos” por um perfil social a participar dos instrumentos oferecidos por suas cidades para realmente fazer a diferença.

Esse afastamento se vê em espaços como audiências públicas, conferências, reuniões, apresentações, sessões, conselhos, entre outros. A dificuldade em fazer com que as pessoas participem fisicamente desses instrumentos de controle social para ajudar a implantar políticas públicas que vão fazer com que, de fato, a realidade de nossa sociedade mude é muito grande.
E, como em tudo quando o assunto é poder, nenhum espaço fica vazio. Ele é sempre ocupado, só que mal ocupado, digamos assim. A falta de alternância na composição de órgãos de controle social, a certeza de que as apresentações “físicas” serão vistas por poucos, a impressão de que as reclamações só virão pelo Facebook impede a evolução contínua que deveria ser praxe em setores públicos.

Precisamos mudar isso. Buscar se informar continuamente sobre sua cidade por fontes de notícias confiáveis e dados públicos oficiais é extremamente importante. Porém, transformar esse conhecimento em ações de “carne e osso” é vital. Pense nisso e boa leitura!

Publicado na edição 1184 – 10/10/2019

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