Conversava dia desses com um ex-vereador dessa municipalidade. Pessoa jovem, com talvez algum futuro político viável ainda pela frente. Em determinado momento do bate-papo ele me perguntou o que eu estava achando da gestão em curso. Como não poderia deixar de ser, minha resposta foi no sentido de que ainda é cedo para fazer qualquer tipo de avaliação, digamos assim, global de um governo com pouco mais de seis meses de vigência.

Ora, disse isso porque, a esta altura do campeonato, qualquer análise que se faça do governo atual não tem como ser justa. Não tem como ser baseada em critérios palpáveis. Isto porque, excluindo um eventual ano bissexto, uma gestão terá percorrido ao seu final 1.460 dias. O governo que está aí mal chegou ao 200º por do sol desde seu nascedouro. Como então avaliarmos se ele está sendo bom ou ruim para a coletividade?

Coletividade! Talvez, aliás, seja esta a palavra chave aqui. Só será possível avaliar se estamos diante de uma gestão que deixará um legado positivo para o coletivo araucariense a partir de seu terceiro ano. Isto porque é só lá que poderemos, talvez, olhar para trás e ver se as sementes plantadas estão resultando em árvores frutíferas ou em malditas ervas daninha.

Até lá, boa parte das avaliações que ouviremos é fruto do alcance pessoal da mão poderosa de quem comanda uma Prefeitura. Quem queria um cargo em comissão e não foi contemplado tende a falar mal de todo deslize do governo, por mais insignificante que seja, isto porque se sente traído pessoalmente pelo mandachuva. Do mesmo modo, aquele que não gostou da inversão do sentido de uma rua encontrará razões mil para criticar a mudança. Os aposentados que ficaram sem o abono, idem. O empresário que perdeu o direito de explorar a linha de ônibus, também. Os usuários desse ônibus, muito possivelmente.

Por outra banda, aqueles que foram diretamente beneficiados por determinadas ações do governo, tendem a elogiá-lo e aí se enquadram as centenas de famílias alcançadas pelo passe-livre estudantil, as comunidades de Capinzal, Campina das Pedras e Colônia Cristina que finalmente serão beneficiadas com pavimentação. Os consumidores que agora podem recorrer ao PROCON sem ir até Curitiba. Os fornecedores do Município que finalmente voltaram a receber em dia. Os motoristas que estão conseguindo ver o trânsito fluir em determinadas ruas cujo sentido foi alterado e assim por diante.

Em comum, tanto no caso dos que criticam como daqueles que elogiam, temos o fato de que suas conclusões foram alcançadas com base em experiências pessoais com o governo e assim vai ser ainda por algum tempo. Vamos ouvir muita gente criticando isso ou elogiando aquilo.
Logo, não ouso tentar cravar o fracasso desta gestão com ela malemá tendo iniciado seu segundo semestre. Muito pelo contrário. Se quem comanda o barco corrigir alguns detalhes, as chances de se fazer desta cidade, em poucos anos, um lugar melhor para a coletividade é razoavelmente grande. Mas, como disse acima, ainda é cedo para cravar qualquer coisa! Aguardemos!

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