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Algumas das instituições que regem nossa sociedade são essenciais e devem ser defendidas até o fim. O estado democrático com suas eleições , alternância de poder, a liberdade de expressão, a independência dos poderes e, mais recentemente, a maior transparência nos atos públicos. No entanto, ainda falta muito para chegarmos num estágio de total transparência.

Prova disso é a reportagem que você pode conferir na página três desta edição de O Popular do Paraná. Uma prática tão indecente quanto comum, onde por muitas gestões, o pagamento de horas extras sem que o servidor as tivesse feito virou, da mesma maneira que outras benesses, em mercadoria de troca por apoio político. Tem sido comum os prefeitos tratarem o Município como uma extensão de seu quintal. Agrados, favores, vistas grossas a abusos e concessões sem critério tem provocado uma hemorragia que sangra até a última gota dos recursos que deveriam ser usados para atender o cidadão comum, motivo da existência da Prefeitura.

Cada vez que o administrador da coisa pública concorda que um funcionário não trabalhe e, mesmo assim, receba seu salário integral, ou pior, que receba horas-extras mesmo sem fazê-las, ele deveria ser considerado tão bandido como aquele que assalta com arma em punho um transeunte na rua. Isto porque, depois de um tempo concordando com essas práticas, fica fácil alguém começar a ter outras ideias, como “repartir” essas vantagens e tudo acaba nos já comuns escândalos que vem à tona dia sim e dia também neste país. Pense nisso e boa leitura.
 

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