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Iéu anda téndo um destes sónho eróico, iéstes, iéstes … iéstes com muiér mésmo, e já fáiz um par de nóite que aparéndo no sonho uma loirona de zóio zulzinho, iéla entra na cozinha, vai se achegando, vai se achegando, vai se achegaaaaando e agara iéu e caréga pro quarto, dá monton de béjo, em tudo que é lugar, e quando se achega hora de …. vósse sabe né…iéu acórdando com uns puxon na perna, uns puxon ton fórte que quase aranca iéu de cama, e quando iéu acordando, ta dando sóco na parede e nunca conseguindo se achegar nos finalmente com a loirona de zóío zulzinho. Zóia que nun é de hóje qui iésto acontecendo, si for contar já anda tendo mésmo sónho com loirona pra mais de méis. Pro outro lado, sonho é ton bom que já tentando de tudo pra nun acordar, já amarando perna na cama, já drumiu com um zóio aberto e ótro fechado, já drumiu mais cédo pra inganar os puxon na perna, já passo metade da nóite acordado pra puxon vir antes do sonho e non téve jéito, se achegando aquéla hora no sonho, puxon vém cada véiz mais fórte. Falaron no armazém que iésto é coisa de alma depenada que vém incomodar de nóite e puxar perna dos vivente e pra resolver tém que falar com um tal de pai de santo, iéu pensô, onde vai encontrar um pai de santo vivo se os santo já ton tudo morto? Falaron que na vila tém um destes centro de espírito dun tal caboclo do cachimbo de oro, iéu non sendo muito de acreditar nessas cóisa, mas pra ter sonho completo com loirona vale calquér sacrifiço e lá fói iéu falar com caboclo do cachimbo de óro. Se achegando nésse centro de espírito viu um sujéito tudo de branco pitando um cachimbo dorado, mais que sujéito mal educado, non sabe que num pode fumar em lugar fechado? Mésmo ansim contô poblema pro cacoclo e iéle falô pra trazér uma galinha preta, poco de farofa, umas vela verméia e duzentos real pro trabaio. Duzentos Real? Bém, pela lóirona vale o investimento. Notro dia levô incoménda e coréu pra quarto pra ter sónho completo com a loirona de zóio zulzinho, esperô pegar no sono e foi sonhando com monton de coisa ménos com a loirona e numas hora da nóite véio o puxon nas perna. Desgraçado do cacoclo do cahimbo de óro, féiz trabaio com defeito, a alma depenada continuô puxando as perna. Non téve dúvida, coréu pra fazér reclamaçon e falar pro caboclo fazér cóisa deréito si non qui devolvesse os duzenton e mandasse loirona devolta pro sonho que com os puxon de perna já tava inté se acustumando. Caboclo enton falando pra iéu que a alma depenada iéra a Loirona de zóio zulzinho e que iéla fói imbóra pro jardim das alma e puxon na perna iéra poblema de rifréquiço por perna ficar encolhida no sono e iéra só tomar um desses relaxante muscular que num vinha mais puxon de noite.E agora que vai fazer pra Loira Voltar? Volta loirona, volta loirona, volta loirona.

Publicado na edição 1239 – 19/11/2020

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