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Aqui… na expectativa!


Desde que o prefeito Hissam Hussein Dehaini tornou público seu intento de encerrar as atividades da Companhia de Desenvolvimento de Araucária (Codar) tenho ouvido muitas pessoas se colocando a favor e contra a decisão. Os favoráveis dizem que o órgão havia perdido sua razão de existir e passado a ser mais um cabide de emprego para o chefe do Executivo acomodar seus chegados. Os contrários a extinção acusam o prefeito de não enxergar a importância da companhia para o desenvolvimento de uma política de atração e desenvolvimento da nossa área industrial.
Confesso que, ao ouvir os argumentos dos dois lados, ora concordo, ora discordo de ambos os grupos. É inegável que a Codar, na teoria, tem um papel muito importante para o fomento de nossa área industrial, bem como ao estímulo de empreendedores focados em desenvolver seus negócios. Infelizmente, também é inegável que já faz alguns anos que ela vinha sendo subutilizada e servindo muito mais a propósitos politiqueiros do que de desenvolvimento de políticas públicas.
Pesados os argumentos pró e contra a extinção, a verdade que resta é que nossos políticos conseguiram tornar a Codar inviável do ponto de vista ético. Ninguém conseguia acreditar mais no potencial da companhia. Ninguém acreditaria, mesmo que fosse verdade, que o órgão seria utilizado estritamente para o desenvolvimento de sua missão institucional. E, diante de um quadro como esse, não há como ser contra o prefeito. Ele agiu corretamente ao decidir pela extinção da empresa. Isso, claro, se os motivos que o levaram a tomar tal decisão foram esses aqui elencados.
O fechamento da Codar, porém, abre caminho para outros questionamentos. Ora, prefeito, se a régua para decidir pelo fechamento da companhia de desenvolvimento foi sua quase nula produtividade, porque diabos a Cohab permanece aberta? Sim, a Cohab, Companhia de Habitação de Araucária. Um órgão criado para fazer com que o Município pudesse ajudar as famílias araucarienses a realizar o sonho da casa própria, mas que há anos não entrega um único lote que seja. Para se ter uma ideia da incipiência do trabalho da Cohab, é só levarmos em conta que o último projeto habitacional razoável que ela realizou data de 2005, quando entregou cinquenta casas no jardim Esperança. Depois disso, e lá se vão doze anos, ela não realizou nada de relevante. Costumo dizer que a nossa Cohab é tão ridícula que nem ela possui uma casa própria, já que sempre teve como sede imóveis locados.
E já que o papo são os órgãos da administração indireta, o que dizer então da Companhia de Transporte Coletivo (CMTC). Um elefante branco, que leva dos cofres públicos sessenta, setenta milhões por ano para oferecer à nossa comunidade um transporte coletivo que deixa muito a desejar. Isso, claro, para ficarmos numa crítica mais superficial, já que a desconfiança acerca da real função da CMTC na política local sempre foi outra.
Resumindo: prefeito, acabar com a Codar enquanto estrutura foi tranquilo. Estou aqui, na torcida, esperando que o senhor faça o mesmo com as outras duas companhias, que há anos sangram os cofres araucarienses entregando à nossa comunidade quase nada em troca!
Comentários são bem vindos em www.opopularpr.com.br. Até uma próxima!

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