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Araucária registrou 44 mortes violentas em 2018


 

Entre mortes consideradas violentas, ou seja, aquelas em que o meio empregado é arma de fogo, arma branca, ou outros similares, Araucária registrou 44 casos no ano passado. Este número diz respeito a homicídios e mortes que se deram por confronto entre suspeitos de crimes e policiais.
Conforme estatísticas, destes 44 casos, 40 vítimas foram do sexo masculino e 4 do sexo feminino. Ainda, 7 casos com vítimas do sexo masculino foram em confronto com policiais. O índice total reflete um aumento de 33% em relação a 2017.

Diferentemente de 2017, em que foram registradas 8 mortes violentas em outubro, em 2018 os meses em que mais foram registradas tais ocorrências foram janeiro e julho, totalizando 6 deste tipo. Ainda, em 2017, no mês de maio não houve nenhum registro de morte violenta no município. No entanto, no ano passado, em todos os meses ao menos um homicídio aconteceu.

Seguindo as estatísticas dos anos anteriores, o meio mais empregado foi arma de fogo, com 34 registros. Em segundo lugar, arma branca (faca) teve um total de 6 casos.

Das 44 mortes violentas, 3 vítimas eram menores de idade, sendo uma delas de 4 anos. Para relembrar, este caso aconteceu em 12 de janeiro de 2018, após uma perseguição no bairro Capela Velha. O pai estava dirigindo o carro, onde estava também sua esposa Cristiane Mariano Munhoz, 25 anos, e a filha do casal, Julia Eduarda Munhoz Camargo, 4 anos. A família foi baleada, mas o pai resistiu aos ferimentos. Entretanto, Cristiane e a filha morreram no local após terem sido alvejadas ainda dentro do veículo.

A maioria das vítimas no ano passado tinham entre 18 e 29 anos, faixa etária que diz respeito a 22 casos. Na sequência, em 14 dos casos, as vítimas tinham entre 30 e 39 anos. Ainda, um homem com 78 anos foi morto a facadas, ocorrência que repercutiu no segundo semestre do ano. O neto da vítima, que, de acordo com depoimentos, sofre de problemas psiquiátricos, confessou ter matado o avô com cerca de 40 facadas.

Entre as regiões que mais tiveram mortes violentas, o bairro Capela Velha fica no topo do ranking, com 15 casos. Em segundo lugar, o bairro Campina da Barra com 6 ocorrências, e, em terceiro, o Boqueirão com 5 casos.

Outro homicídio que chamou a atenção na área policial no ano passado, foi um dos que aconteceu no Capela Velha, onde o autor, um jovem de 18 anos, com a ajuda de um adolescente de 16 anos, matou o primo da ex-namorada com mais de 30 marretadas, enterrou o corpo num matagal e seguiu para um churrasco. O autor confesso foi preso, conseguiu fugir da carceragem local no fim do ano passado, mas foi recapturado recentemente durante um roubo na cidade.

Apesar dos 44 casos terem ocorrido em Araucária, algumas das vítimas não residiam na cidade. Como o caso do motorista de Uber Ricardo Gonçalves Habitzreuter. O corpo do rapaz foi encontrado amarrado as margens da represa do Passaúna, no bairro São Miguel, em 24 de abril. Logo, a polícia conseguiu chegar aos suspeitos de envolvimento no caso, sendo dois homens e duas mulheres, que relataram como tudo teria acontecido. Ricardo era morador de Fazenda Rio Grande e teria sido vítima de latrocínio.

Ainda, mais um caso que terminou com 3 indivíduos mortos, uma mulher baleada e outros elementos presos aconteceu na tarde de 30 de julho no Porto das Laranjeiras. Um dos autores de dois homicídios naquele dia acabou fugindo e trocou tiros com a polícia instantes depois, mas morreu em frente à loja Gai, na avenida Independência. O caso ganhou repercussão no Estado pela forma extremamente violenta como ocorreu, colocando em risco a vida de muitos outros cidadãos.

MORADORES DE ARAUCÁRIA VÍTIMAS EM OUTRAS CIDADES

Apesar de não integrar as estatísticas, visto que os 44 casos referem-se somente às mortes violentas que aconteceram no município, três moradores de Araucária foram encontrados mortos em cidades próximas.

O primeiro deles foi o de Alessandra Bartoszewski Silva, moradora do Vila Angélica. Partes do corpo dela foram encontrados em fevereiro de 2018 em Campina Grande do Sul. O crânio da vítima, no entanto, foi localizado somente em outubro e confirmado, após exames realizados pelo Instituto Médico Legal, que era de Alessandra.

O segundo caso foi o de Josiane Aparecida Rodrigues da Silva, moradora do jardim Plínio. O corpo da vítima foi encontrado na Lapa também em fevereiro de 2018.

Ainda, Paulo Rogério Moraes, conhecido em Araucária como “Carlinhos do Arvoredo”, foi morto durante confronto com a polícia no litoral paranaense em outubro. Ele possuía diversas passagens registradas em sua ficha criminal. Boa parte delas oriunda de ilícitos que teriam sido cometidos na comunidade irregular do Arvoredo e adjacências, no bairro Capela Velha.

INVESTIGAÇÕES

Todos os homicídios que acontecem em Araucária são investigados pela Delegacia de Polícia Civil da cidade, que instaura inquérito e passa a apurar informações para esclarecer os fatos e chegar a autoria dos crimes.

Nem todos, no entanto, já tiveram a autoria conhecida.

Publicado na edição 1147 – 24/01/2019

2 comments

  1. Isso vai vai vai legalizando invasao e deixando invadir,da nisso.Insinam desde cedo aos filhos que nao tem pode invadir na força,violencia e cara feio e pra que estudar ne.Enquanto quem mora a 30,40 anos em araucaria nao ganha nada desses politicos,nem serviços publicos,esses que chegam agora,ate casa e como agradescem jogando lixo em tudo que lugar

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