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Aumento R$ – Vai Que Cola!

É fato que é dever de nossos representantes ouvir os clamores da população. É legitimo que os eleitos apreciem por mais de uma vez determinadas pautas e evoluam suas opiniões na intenção de se alinhar aos anseios populares, mas não sejamos tolos, vereador (a) que pede aumento de salário ignorando o momento socioeconômico e político do nosso país está no mínimo provando que não possui empatia com seus representados Quem pediu aumento em primeira votação e recuou na segunda, não recuou porque se sensibilizou com o acelerado empobrecimento que vive a população, nem tampouco mudou de opinião por assumir a condição de néscio letárgico que enfim despertou para a realidade, romperam o acordo interno e recuaram porque na verdade estavam testando a paciência do eleitor, medindo a capacidade de indignação e de mobilização dos munícipes. Ou seja, se não houvesse desgaste político, Fabio Alceu, Amanda, Elias e Tatiana certamente não voltariam atrás. O acerto em segunda votação não oculta, ou pelo menos não deveria ocultar os reais interesses dos que estão lá, não anula a típica tentativa do: “Vai que cola”.

É preciso provocar a criticidade de nossos eleitores, para que não nos tornemos repetidores de discurso fanfarão ou pior que isso, eleitores de representantes de sí mesmos. Não é razoável, em lugar nenhum, que vereadores fiquem três anos despreocupados com a coisa pública para no último ano serem ovacionados apenas por uma boa tacada de marketing.

Araucária vive uma oportunidade ímpar de construção da credibilidade das Instituições Públicas locais, digo isso, considerando as ações da justiça que fizeram o serviço que os eleitores corruptos (corrompidos ou corruptores) não quiseram fazer, que era, renovar a representatividade! O momento de transição obviamente está longe de ser o ideal, mas o importante é que pode ser transitório… ou não. A ruptura com a velha política pode ser concretizada nas próximas eleições, para isso, não podemos nem resgatar os que já passaram e nem manutenir os que estão apenas fazendo a transição, afinal, o que tínhamos era nocivo, o que temos é insosso e o que podemos e devemos ter é qualidade no serviço prestado. Obviamente, considerando a realidade atual, a qualidade da representação dentro do legislativo local não depende de melhores salários para os vereadores, mas sim de compromisso real com a cidade, de altruísmo, alteridade e disposição para trabalhar em prol da população araucariense e não de sí próprio.

Atentos Araucária, vai que cola não cola mais!

Publicado na edição 1194 – 19/12/2019

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