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Autor de homicídio brutal vai a júri nesta quinta-feira


Além de Daniel, o crime brutal teve a participação de três adolescentes. Foto: Marco Charneski

 

A partir das 9h desta quinta-feira, 13 de junho, o Tribunal do Júri vai julgar o réu Daniel Isac de Lima, acusado pelo homicídio qualificado contra Murillo Meloqueiro Casarin, de 19 anos, ocorrido no dia 12 de maio de 2018. A vítima foi atraída ao local do crime pela prima, namorada de Daniel, e uma amiga. Ambas menores de idade. O autor do crime, que contou com a ajuda de um outro menor, confessou que primeiramente deu uma marretada na nuca de Murillo, depois o espancou e desferiu mais golpes. Segundo o autor, foram mais de 30 marretadas.

Daniel e o menor contaram em depoimento, que colocaram Murillo na cova e começaram a cobri-lo com terra, mas ele ainda se mexia. Quando a vítima tentava virar, eles jogavam mais terra e Daniel desferia mais marretadas. Depois que a vítima morreu, a dupla terminou de enterrá-lo e colocou alguns pedaços de madeira e pedras para cobrir o corpo. Daniel teria se limpado em um estabelecimento próximo, vestiu-se e foi para um churrasco encontrar a namorada, onde também estava a namorada de 14 anos do outro jovem.

O corpo de Murillo só foi encontrado dois dias após, 14 de maio, enterrado em uma cova rasa em um matagal no fim da rua Jaburu, no bairro Capela Velha. Depois que o corpo foi localizado, os detalhes do crime começaram a vir à tona.

Premeditado

Murillo tinha uma prima de 17 anos, moradora de Araucária, que por sua vez, namorava Daniel, considerado extremamente ciumento e possessivo, tanto que tatuou em seu peito o nome da namorada e a frase “amor eterno”. Ele tinha acesso ao Whatsapp e Facebook da namorada e teria visto algumas mensagens entre ela e o primo, que mesmo parecendo se tratar de mensagens normais entre familiares, para ele, tinham outras intenções.

O autor também teria visto Murillo abraçando carinhosamente a prima, fato que gerou ainda mais ciúmes. Dessa forma, o autor do crime teria dito à namorada que iria “dar uma lição” em Murillo, ela acabou concordando, e os dois então pediram a ajuda de um casal de amigos, uma menina de 14 anos e um garoto de 16 para concretizar o plano.

Por cerca de duas semanas o garoto teria ajudado Daniel a abrir a cova e estavam usando a adolescente de 14 anos como isca para trazer Murillo até Araucária, já que ele morava em Curitiba. A prima estaria enviando fotos da outra jovem dizendo que ela estava interessada nele e convidando-o a vir até a cidade para um encontro. No dia 12 de maio ele topou o encontro e avisou a família que viria a Araucária encontrar a prima. Pegou um ônibus e no ponto em que desceu já encontrou as duas. Quando estavam próximos à casa da prima, também no Capela Velha, Murillo teria sido rendido por Daniel e o outro garoto de 16 anos, que o levaram para dentro do matagal e lá começaram a espancá-lo.

A família de Murillo ficou intrigada com a demora do rapaz. Então viram uma conversa aberta no Facebook dele, onde combinava o encontro com a prima. Com isso, outros familiares passaram a pressionar a garota para que ela contasse o que tinha acontecido.

Inicialmente, ela negou ter encontrado Murillo. Porém, uma terceira pessoa apareceu garantindo ter visto ela, a segunda garota e Murillo saindo do ônibus próximo ao Caic, no jardim Califórnia. Com esta informação, a prima acabou contando o que tinha acontecido e passou a ser ameaçada por Daniel.

Nas horas seguintes após o corpo de Murillo ter sido encontrado, a polícia trabalhou rapidamente nas investigações e logo encontrou os demais suspeitos de envolvimento no assassinato. Daniel foi preso e a prima, a outra garota e o namorado de 16 anos foram apreendidos. Todos deram seus depoimentos, mas Daniel confessou o crime e contou os detalhes de como tudo ocorreu.

Publicado na edição 1167 – 13/06/2019

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