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Baderna no Centro Cívico


Em caráter excepcional, reproduzo nesta semana o discurso que fiz na sessão remota da Assembleia Legislativa na terça-feira, dia 02. Leia íntegra abaixo:

“Primeiramente, gostaria de lamentar o falecimento ontem, dia 1º, num grave acidente na BR-277, dos servidores da Casa Civil, Phelipe Mansur, João Ricardo Schneider e Paulo Rogério da Cruz. Mansur era o superintendente de Governança Social do Palácio Iguaçu. Meus sentimentos a suas famílias e parentes.

Quero tratar hoje sobre as manifestações de ontem à noite em Curitiba. Parece-me que era para ser uma manifestação pacífica contra o racismo, convocada pela Internet.

Mas terminou em cenas bárbaras e absurdas, aqui, no Centro Cívico, onde eles queimaram a bandeira do Brasil, hasteada no Palácio Iguaçu. Depois, desceram a Avenida Cândido de Abreu e depredaram bancos, o Fórum Cível e a Junta Comercial.

Não se admite que cenas como essas se repitam e muito menos é aceitável que queimem a bandeira do Brasil. Isso foi muito grave, um atentado contra um símbolo nacional. Um crime de lesa pátria. Sou totalmente contra isso que aconteceu.

Manifestações são aceitáveis quando acontecem pacificamente. O que aconteceu ontem foi baderna. Foi gratuito e sem razão nenhuma.

O país vive um momento difícil de ataques mútuos entre instituições, entre grupos políticos, entre segmentos sociais, entre autoridades. As redes sociais viraram um campo de batalha.

Ontem, tratei sobre esta situação em relação ao presidente Bolsonaro.

Não podemos deixar, senhoras e senhores, que esses confrontos saiam do mundo virtual e venham para as ruas. A crise da pandemia do Corona Vírus  já é bastante preocupante e grave.

Agressões às instituições e símbolos nacionais como aconteceram ontem não podem se repetir. Os organizadores dessas manifestações devem tomar cuidados e os baderneiros devem responder na Justiça.

Falo isso como um alerta. Existe um clima de confronto no ar e as autoridades devem ficar atentas para evitarmos o pior.

Era isso, senhor Presidente.”

Publicado na edição 1215 – 04/06/2020

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