Home / Notícias / Geral / Brasil importará 100% dos fertilizantes nitrogenados que consome, afirmam sindicatos

Brasil importará 100% dos fertilizantes nitrogenados que consome, afirmam sindicatos


Na manhã de terça-feira, 21 de janeiro, cerca de 20 petroleiros se acorrentaram em frente a Fafen-PR para impedir a paralisação da fábrica e a consequente demissão de cerca de mil trabalhadores. O objetivo foi impedir a entrada de pessoas que participariam do processo de drenagem dos produtos da fábrica, etapa necessária para a paralisação definitiva das atividades. De acordo com a Sindiquímica, esse protesto não tem previsão para acabar. Ainda de acordo com o sindicato, na sexta-feira, 24 de janeiro, os trabalhadores vão se reunir em uma grande assembleia, marcada para as 7h da manhã, no portão da unidade. Entre os assuntos estão a greve por tempo indeterminado, que será deflagrada no dia 1º de fevereiro em todo o sistema Petrobras, e questões trabalhistas devido às demissões.


Prejuízos

O fechamento da planta, segundo os sindicatos, não trará prejuízos apenas para os trabalhadores que perderão seus empregos, mas vai provocar um grande impacto na economia local. “Estima-se que pelo setores de comércio e serviços dos municípios de Araucária e da região sejam afetados.
Enquanto a empresa justifica o fechamento, alegando que a unidade vem dando prejuízo, os sindicatos contestam e afirmam que a gestão da empresa encareceu a própria matéria-prima para produzir os fertilizantes. “A fábrica utiliza como matéria prima o RASF, um refugo da Repar, ao qual acrescenta valor, transformando em ureia, um fertilizante do qual o Brasil é extremamente dependente.

Os sindicatos argumentam ainda que a Fafen-PR tem capacidade de produção diária de 1.975 toneladas de ureia, 1.303 toneladas de amônia, entre outros produtos. Com o fechamento da fábrica, o Brasil terá que importar 100% dos fertilizantes nitrogenados que consome. O país também se tornará dependente da importação de ARLA 32, um reagente químico usado para reduzir a poluição ambiental produzida por veículos automotores pesados.

Texto: Maurenn Bernardo

Foto: Everson Santos

Publicado na edição 1196 – 23/01/2020

Sobre Katty Ferreira

Avatar

4 comments

  1. Avatar

    Acredito que não, pois em Cubatão te a empresa Yara que produz ferlizantes
    Já as duas FAFENS que hávian sido fechadas uma na Bahia e a outra em Sergipe já foram arendadas por um periodo de 10 anos por uma empresa brasileira que estão relaizando reparos para iniciar a produção.
    Muito blá blá blá e jogo de interreses particulares e especulção por quem não larga o osso.

  2. Avatar
    Júlio Telesca Barbosa

    Espero que Wladmir Foneshaus não seja robô, portanto vou tentar contestar seu comentário lamentável, se considerado o aspecto Brasil-Nação. Falar que são os interesses particulares que defendem uma estatal é por si só um contrassenso e a afirmação de que é coisa de “quem não larga o osso” mostra bem a frustração de quem nunca teve capacidade e determinação para procurar uma ocupação que realmente reconheça o valor do trabalho. Ou então é coisa de barata festejando a chinelada. Um país com produção agrícola gigante como a do Brasil, jamais poderia abrir mão da produção deste insumo básico que é o fertilizante nitrogenado. Quando terminarmos de abrir mão de sua produção, ficaremos dependentes das nações produtoras.
    Como bem explicou Roberto Requião, como grande produtor de petróleo que é o Brasil depois da descoberta das reservas do pré-sal, bastaria que a estatal PETROBRAS fornecesse a matéria prima da FAFEN a preço que garantisse o seu lucro para garantirmos a autonomia brasileira em insumos básicos. Mas, enquanto vozes ignorantes ou patrocinadas continuarem bradando estultices e os brasileiros continuarem se calando, o projeto de Brasil como nação autônoma e independente vai ficando para trás.

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos marcados com * são obrigatórios *

*