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“CMEI Gralha Azul vai reabrir quando garantir mais segurança”


A Prefeitura precisa apresentar um atestado assinado por um arquiteto afirmando que o local tem condições de atender as crianças

A Prefeitura precisa apresentar um atestado assinado por um arquiteto afirmando que o local tem condições de atender as crianças

Foto 2 - Cópia
O cheiro de plástico queimado e a possibilidade de um incêndio nas ins­talações do Centro Municipal de Educação Infantil Gralha Azul na última semana trou­xeram preocupação aos pais dos alunos e muita indignação aos araucarienses. Nas redes sociais, por exemplo, foi possí­vel acompanhar diversas postagens com fotos e comentários a respeito do caso. “O CMEI do bairro Gralha Azul mostra que o descaso com nossas crianças é extremo”, afirmava uma delas. “Acho absurda uma situação como essa, pois nossas crianças precisam ser as primeiras a serem atendidas e protegidas”, completou outra moradora.

Diante da situação na última terça-feira, 29 de setembro, vários pais ligaram para a Promotoria de Araucária informando que o cheiro de queimado estava insuportável no local. “Como era uma situação que envolvia a segurança das crianças, eu pedi o apoio do Corpo de Bombeiros, que me acompa­nhou e viu que o local não tinha condições de continuar aberto”, informou o promotor de justiça David Kerber de Aguiar.
Por isso, o local foi interditado até que a Secretaria de Obras apresente um atestado assinado por um arquiteto afirmando que o local tem condições de atender seus alunos em segurança. “E eu também pedi que a Defesa Civil verifique o local”, informa.

O jornal O Popular tentou contato com a diretora da instituição para saber o que aconteceu e como as funcionárias têm trabalhado nessas condições, mas, por telefone, ela disse que não estava autorizada a falar a respeito do caso.

Já o secretário de Obras Públicas, Fábio Alceu Fernandes, afirmou que a creche realmente precisa de reformas. “Que o local está em situação precária não precisa ser técnico para concluir, mas precisamos apontar que o espaço somente foi interditado porque as pessoas presentes acharam que estava entrando em curto a rede elétrica com risco de incêndio pelo fato do imóvel ser de madeira”, informou.

A situação de abandono do prédio é assustadora

A situação de abandono do prédio é assustadora

Por isso, ele garante que tudo não passou de um susto. “A luminária, onde ocorreu o suposto incêndio, possuía um reator eletromagnético antigo que estourou e, em contato com o forro de PVC, emitiu cheiro de plástico queimado”, explica.

Além de analisar o pro­blema que causou o cheiro de queimado, o secretário garante que o espaço também passou por revisão elétrica, substitui­ção dos reatores eletromagnéticos, revisão do telhado e fixação do forro de PVC para voltar às atividades normais nesta terça-feira.

No entanto, até a tarde de segunda, o promotor havia recebido somente um laudo genérico a respeito da situação do prédio. “Eles terão que prestar esclarecimentos sobre esse laudo e eu quero uma certificação de que as crianças estarão seguras ali. O espaço não tem nem alvará da Prefeitura e do Corpo de Bombeiros, e isso também precisa ser regularizado”, finaliza o doutor David.

Texto: Raquel Derevecki / FOTOS: DIVULGAÇÃO

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