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Colégios de Araucária participam da 3ª Feira de Ciências da PUC


Alunos do Metropolitana criaram um robô. Foto: divulgação

 

A Feira de Ciências Junior da PUC, que começou na terça-feira, 12 de novembro, e encerra nesta quarta-feira, 14, com a premiação dos trabalhos mais criativos, conta com a participação de dois colégios de Araucária: o Sesi e o Metropolitana. O evento, que tem como tema “Quais Tecnologias Inovativas estão inspirando nossos jovens?” expõe ideias criativas de jovens estudantes do ensino fundamental e médio.

O projeto de robótica apresentado pelo Colégio Metropolitana é o “Autismobô”, criado com o intuito de ajudar pessoas que possuem autismo, em qualquer nível. A máquina é inteira feita em peças de Lego, um brinquedo cujo conceito se baseia em partes que se encaixam permitindo muitas combinações. As mentoras da ideia são as alunas Alana Moro de Oliveira, Rafaela Drewniak de Souza, Mayara da Conceição dos Santos, Caroline Zambilo de Oliveira e Natalia Izabella Hempkmaier, do 1º ano do ensino médio, com orientação da professora Janete Jabra Tawil.

“Os autistas costumam ter dificuldades na concentração, seu desenvolvimento acadêmico, e na socialização, sendo incapaz de identificar as suas próprias emoções e das pessoas a sua volta. O Autismobô procura trabalhar com esses bloqueios, usando atividades sobre emoções (identificação de humor através de imagens, perguntas sobre seus próprios sentimentos, etc.), e também, uma de suas finalidades é ajudar o autista a desenvolver suas atividades acadêmicas de forma mais fácil (emitindo tremores para chamar sua atenção caso perca seu foco). Entre os benefícios está o seu tamanho, médio, facilitando o transporte da máquina, a aprendizagem e o rendimento do autista, além de facilitar o trabalho dos professores, onde muitos não possuem o preparo para lidar com esse tipo de pessoas”, explicam as alunas.

MAIS DOIS

O Colégio Sesi participa com dois projetos. Um deles é o “Students Minds”, um aplicativo onde estudantes do próprio colégio podem fazer denúncias de bullying de forma anônima, além disso, o app possui um espaço para troca de mensagens entre os estudantes e a comunidade escolar a respeito de temas ligados à saúde mental. O aluno Mateus André Rodrigues dos Santos, 17 anos, que está na equipe, esclareceu que também são disponibilizados a página do facebook e o e-mail que fica sob responsabilidade da equipe pedagógica para que os alunos possam falar de outros tipos de assuntos, como problemas em casa, depressão, ansiedade, para que o colégio possa adotar medidas para deixar o ambiente escolar mais tranquilo, e melhorar a convivência dos alunos. “Além disso, buscamos conscientizar pessoas sobre o que é bullying, depressão e ansiedade, e também oferecemos dicas de como lidar com cada uma delas”. Também estão na equipe que idealizou o “Students Minds” as alunas Anely da Silva Machado e Maria Helena Barboza. A professora orientadora é a Jéssica Parizotto.

A aluna Sílvia Gonçalves Silva, 16 anos, é a criadora do projeto “Inserção de Meninas no Campo da Ciência e Tecnologia – Meninas na Robótica”, que trata sobre uma oficina de robótica para garotas. “O meu projeto ajuda a incentivar as meninas do ensino fundamental a conhecer mais do mundo da ciência e tecnologia por meio da robótica. Você ensina aquilo que aprende, então, e se as meninas aprenderem que a robótica é legal, que as mulheres podem trabalhar nela e que não deveria ser uma área de predomínio masculino, quando crescerem, incentivar outras a entrarem nesse meio”, acrescentou Sílvia. A professora orientadora do projeto é Ana Caroline Pscheidt.

Publicado na edição 1139 – 14/11/18

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