Corredores de Araucária, acostumados com a rotina diária de treinos, também foram atingidos pelas restrições impostas pelo Ministério da Saúde com relação ao combate ao coronavírus. No começo da pandemia, quando houve a determinação de manter o isolamento social, eles tiveram que suspender os treinamentos nas ruas. Também foram surpreendidos com o cancelamento de provas, para as quais já vinham se preparando havia meses. Diante dessa nova realidade, muitos precisaram se reinventar e aguardar até essa onda baixar.

Os atletas da Equipe Rodrigues, por exemplo, adaptaram seus treinos, do coletivos, passaram a treinar individualmente ou em duplas. “Quando a pandemia começou, era tudo muito novo, fomos pegos de surpresa, então orientamos os atletas a não saírem de suas casas, a não praticarem atividades ao ar livre, conforme recomendação das autoridades sanitárias. Mas fomos em busca de informações sobre a Covid-19, e nos demos conta de que teríamos que encará-la. Com a autorização da saúde, passamos a incentivar nossos atletas a retomarem os treinos de rua, que são importantes para manter suas imunidades em alta”, disse Hailton Rodrigues, responsável pela equipe.

Segundo ele, mesmo com a retomada dos treinos de rua, foi preciso seguir à risca as determinações da Organização Mundial de Saúde. “Orientamos os atletas a treinarem de forma individual ou em dupla, mantendo a distância mínima entre eles. No caso das mulheres, recomendamos que evitem os treinos no período da noite, para sua segurança, pois as ruas estão desertas”, comentou Hailton”.

Mantendo o ritmo

O atleta José Roberto Lambari também se adaptou à nova realidade e tem optado pelos treinos individuais de rua, pelo menos três vezes por semana. “Saio sozinho e não paro conversar com ninguém, só cumprimento de longe. Também tenho me exercitado em casa. Mais do que nunca, é muito importante a gente praticar uma atividade física, manter a saúde em dia. Eu, minha esposa e minha filha

estamos em grupos de risco, e sabemos que precisamos levar a sério o isolamento social”, pontuou Lambari.

Da mesma forma, o atleta Maicon Sulivan, acostumado a treinar todos os dias e participar de várias provas, optou pelo treino individual, mas de bicicleta. “Alguns colegas ainda treinam em pequenos grupos, seja na cidade ou na área rural, mas mantendo a distância entre eles. A gente está se virando como pode, porque a saúde vem em primeiro lugar. Não podemos mais pensar de maneira individual, precisamos nos preocupar com o coletivo”, destacou o atleta.

Texto: Maurenn Bernardo

Foto: divulgação

Publicado na edição 1209 – 23/04/2020