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Curso orienta pessoas interessadas em adotar


Encontros acontecem na Casa da Amizade

Encontros acontecem na Casa da Amizade

Adotar uma criança é muito mais do que um ato de amor, exige muita responsabilidade. O pretendente também precisa ter certeza se está apto ou não para ser um pai ou mãe adotivo (a). É para sanar todas as dúvidas inerentes ao processo de adoção que a Vara da Infância e Juventude de Araucária trouxe para o município um projeto criado em São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba) que tem obtido excelentes resultados junto às partes interessadas no processo.

Trata-se do Projeto Romã, que nada mais é do que um Grupo de Estudo e Apoio a Adoção, que busca esclarecer à comunidade e amigos sobre o tema adoção e oferecer também, apoio e orientação aos abrigos, pessoas interessadas e habilitadas junto ao Judiciário.

O primeiro encontro já teve início na cidade e duas reuniões, num total de quatro, já foram realizadas: a primeira em agosto e a segunda no dia 4 de outubro.

A comissária da Infância e Juventude de Araucária, Adriana Kosdra, foi mentora da ideia de trazer o projeto para cá. Ela também participou da criação deste grupo de ajuda mútua no município vizinho e já nas duas primeiras reuniões foi possível perceber que o trabalho terá um papel fundamental por aqui. “Os casais estavam muito mal informados e, após participar das reuniões, já deu para notar que alguns mudaram sua visão sobre a adoção. Os encontros ampliaram o entendimento dos pretendentes porque abordaram, além das questões jurídicas, aspectos emocionais e psicológicos”, explica.

Outro ponto positivo apontado pela comissária é a troca de experiências entre pessoas que desejam adotar um filho e pessoas que já adotaram. “Hoje, a maioria das pessoas que querem adotar optam por crianças de 0 a 3 anos, e o mais interessante é que, após ouvir relatos de pais que adotaram crianças mais velhas, elas acabam mudando esta visão”, observa.

Além de conhecer os aspectos jurídicos e ouvir relatos de pais adotivos, os participantes do grupo ainda assistem palestras com psicólogos e outros profissionais envolvidos no processo. “As pessoas começam a entender que a parte legal do processo não é a mais difícil e demorada. Muitos processos acabam sendo indeferidos porque as pessoas, no decorrer do processo, acabam se dando conta de que elas não queriam ter um filho, que elas desejavam apenas ajudar uma criança, cumprir uma promessa ou fazer uma boa ação. Felizmente o grupo de mútua ajuda está permitindo reverter esta situação”, pondera Adriana.

Participação nos encontros é fundamental, diz Juíza

A Juíza de Direito da Vara da Família de Araucária, Maria Cristina Franco Chaves, acredita que o Projeto Romã exerce um papel fundamental no preparo de casais interessados na adoção, principalmente aqueles que não estão prontos para enfrentar a adoção de crianças mais velhas. “Após participar dos encontros, os futuros pais acabam entendendo que a adoção tardia requer muito mais estrutura emocional, equilíbrio psicológico, isso porque as crianças nesta faixa etária têm uma bagagem diferente, já vem de um histórico mais complicado”, explica.

Para a magistrada, quem toma a decisão de ter um filho deve pensar em criar uma estrutura para criá-lo da melhor forma possível e não achar que, se não der certo, poderá devolvê-lo.

A Dra. Maria Cristina destacou ainda que até então, Araucária não oferecia este curso por falta de estrutura, mas devido a boa vontade de algumas pessoas, que de forma voluntária se prontificaram em trazer este trabalho para cá, o projeto já iniciou e está dando certo. “Já temos proposta de criar um grupo específico aqui em Araucária e isso será de extrema importância porque as pessoas que procuram participar, são realmente as que têm aptidão para adotar uma criança”, concluiu a Juíza.

Texto: Maurenn Bernardo / Foto: Everson Santos

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