Quem acompanhou as eleições de 2012 virou fã da Justiça Eleitoral. Isso porque, na ocasião, em parceria com o Ministério Público Eleitoral, os candidatos e coligações assinaram um documento se comprometendo a, em outras palavras, respeitarem a cidade da qual eles almejavam ter o direito de representar.

Esse acordo previu a não utilização dos malfadados cavaletes, regras mais rígidas para pintura em muros e placas, diminuição dos horários e dias para carros de som e, o mais legal de tudo, que na madrugada do dia da eleição não seria jogado um só panfleto, os conhecidos “santinhos”, na frente dos locais de votação. O pacto era tão inimaginável para os padrões araucarienses que ninguém acreditava que ele seria cumprido à risca…

…Mas não é que foi! Para o assombro de todos de fato não havia um só papel jogado no chão no dia da eleição. O sentimento de civilidade era algo contagiante. Cada pessoa deve ter se sentido um pouco cidadão naquele dia. As pessoas evitavam jogar até papel de bala, para não estragar o encanto da coisa.

Mas isso foi lá em 2012. Voltemos para os dias atuais. Hoje, 3 de outubro, ante véspera da eleição de 2014. Época para escolher deputados, senadores, governadores e presidente. Abrangência estadual e nacional. Momento em que o município perde sua chance de protagonismo e a bagunça volta a correr solta. Tudo bem, a regra é essa agora. Não há muito o quê se fazer a não ser questionar os candidatos, pelo menos os locais, a serem sérios o suficiente para respeitar e manter os avanços conquistados por aqui. Se não derem bola nem para isso, imagina o que farão com as promessas que devem estar fazendo a cada um dos eleitores araucarienses. Então, quando sair no domingo para exercer o sufrágio universal, olhe bem para o chão. Veja quem desrespeitou sua cidade jogando um mundaréu de santinhos pelas ruas e calçadas e, caso eles estejam entre os seus escolhidos, troque de candidato! Pense nisso, boa leitura e uma eleição tranquila e consciente a todos.