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Depois do Carnaval

Mesmo que o carnaval não empolgue parcela significativa da população, dizemos que o início efetivo do ano se dá com sua passagem. Depois de comemorarmos o Natal e a virada do ano vem o recesso quase completo que acompanha os festejos de momo. E é após esta parada que as atividades escolares, políticas e até comerciais realmente iniciarão com força total. Os estudantes, professores e a maioria dos trabalhadores de todas as áreas se darão conta de que o período de férias terminou e se empenharão em suas atividades. A sensação de passagem do tempo nos é dada pela sequência de eventos que costumamos observar e ela pode nos trazer a ilusória sensação de que alguns eventos passam mais rápido em determinado ano do que em outro. A definição do que realmente é o tempo tem intrigado estudiosos, matemáticos, físicos e curiosos (aliás, como é o meu caso) durante toda a história da humanidade. É muito difícil chegar-se a uma definição absoluta do mesmo, pois ele será sempre definido conforme a percepção dos sentidos de cada um mesmo estando vinculado a eventos externos. Albert Einstein definiu o tempo como “Uma ilusão. A distinção entre passado, presente e futuro não passa de uma firme e persistente ilusão.”. De qualquer forma que encaremos a passagem do tempo, o transcurso do carnaval deve servir para nos dedicarmos aos compromissos do ano agora iniciado. Serão muitas decisões e ações que precisaremos adotar acertadamente em nossas vidas pessoais e na interação que temos com a comunidade. Um dos destaques deste ano de 2016 é que seremos chamados às urnas para escolher os futuros(as) prefeito(a) e vice-prefeito(a) de Araucária, bem como decidiremos os(as) vereadores(as) que nos representarão. Os eleitos terão a tarefa gerir e legislar os recursos do município no próximo quadriênio e o resultado de nossas escolhas será visto de imediato, com reflexo no futuro da cidade. É bem louvável a iniciativa d”O POPULAR DO PARANÁ” de abrir espaço para que os pré-candidatos(as) a prefeito(a) se pronunciem sobre o tema “A ARAUCÁRIA QUE TEMOS E A ARAUCÁRIA QUE QUEREMOS”. Certamente os eleitores deste periódico terão um importante mecanismo para subsidiar a escolha que farão. No entanto, não basta ver o que o(a) candidato(a) publicará como proposta, ou até como promessa, de realização. É preciso bem mais do que isso. Temos que procurar conhecer o passado e o procedimento de cada um e checar se ele procura cercar-se de pessoas confiáveis e imbuídas da promoção do bem-estar da maioria. E mais, precisamos dedicar um tempo maior para avaliar em quem vamos confiar nosso voto para vereador(a). A mudança que queremos nunca virá de um passe de mágica ou por obra de um iluminado(a). Ela virá quando escolhermos políticos(as) que coloquem o bem comum em primeiro lugar. Políticos(as) que concentram sua atuação em distribuir favorzinhos para seus parentes e correligionários pouco contribuirão para a melhoria de toda a comunidade. O compromisso mais imediato do eleitor consciente é comparecer à Justiça Eleitoral e fazer o cadastramento biométrico. O prazo vence no final de março e sem ele o cidadão não poderá participar das próximas eleições.

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