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Direitos trabalhistas, educação e saúde pública de qualidade são inegociáveis!


Em 2019, os direitos trabalhistas, a educação pública de qualidade e o Sistema Único de Saúde (SUS) já foram pautas as quais o SISMMAR esteve em defesa. E em 2020 continuaremos lutando no sentido de preservar esses direitos, que foram conquistados a partir de muita mobilização no passado.

No ano que passou, Bolsonaro e sua equipe de desgoverno já deixaram claro que pretendem acabar com a educação pública. Isso ficou explícito com os cortes de verbas promovidos pelo Ministério da Educação (MEC), sob o comando de Abraham Weintraub, o descabido ministro que não entende nada de educação pública, não fez nada para melhorar os índices e ainda aprovou cortes que tiraram as bolsas de inúmeros pesquisadores, além colocar as universidades estaduais e federais em uma situação financeira ameaçadora.

Agora o desgoverno federal pretende acabar com a gratuidade do SUS. Como vão ficar as famílias dos trabalhadores e trabalhadoras, que não têm como arcar com as elevadas despesas de consultas, exames e cirurgias? A experiência de outros países que não oferecem um sistema de saúde gratuito mostra que o que acontece são famílias cada vez mais endividadas por não ter como arcar com os gastos.

Acerca dos direitos trabalhistas, a Reforma da Previdência foi a maior amostra de como o governo Bolsonaro e Paulo Guedes estão no poder para atuar na retirada de direitos. Além de dificultar a aposentadoria da classe trabalhadora com a reforma, já sabemos que vem mais ataque por aí. A ameaça de retirar os 40% de multa do FGTS que protege o trabalhador, entre outros ataques, já é uma realidade.

Portanto, esse é um momento do cenário da política brasileira em que só será possível defender os nossos direitos a partir da nossa mobilização. E quando falamos “nossa”, falamos da sociedade como um todo. Não é possível apenas os sindicatos e o funcionalismo público na luta, precisamos avançar e contar com o apoio da população para proteger nossos direitos.

Os cortes na educação afetam os professores e professoras, mas afetam também todas as famílias que necessitam das creches, escolas e universidades gratuitas para os filhos. O fim do SUS não afeta apenas os funcionários dos postos de saúde e hospitais, mas principalmente a população que não tem dinheiro para arcar com os caros planos de saúde ou consultas no setor privado.

Os direitos trabalhistas, por sua vez, não podem ser negociados como moeda de troca para tentar criar mais vagas de emprego. Essa é mais uma mentira do governo Bolsonaro! Nada justifica acabar com o sistema solidário de aposentadoria, diminuir o valor do salário mínimo ou retirar a proteção de quem acaba sendo demitido pela empresa. Além disso, não são medidas que vão gerar mais empregos.

Assim sendo, 2020 é tempo de ir à luta pela defesa dos nossos direitos!

Publicado na edição 1197 – 30/01/2020

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