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Dura, mas necessária!


Araucária iniciou a semana com uma excelente notícia: saiu a sentença da ação penal oriunda da primeira fase da operação Fim de Feira. Antes que façamos qualquer tipo de juízo de valor, é importante ressaltar que o adjetivo empregado à notícia não advém de nenhum tipo de desejo de que esta ou aquela pessoa “apodreça” na cadeia. Longe disso. A excelência aqui destacada se dá porque vivemos num país que costumeiramente vê a impunidade levando vantagem sobre a retidão.

Em Araucária, aliás, historicamente, sempre vimos os mais diversos tipos de escândalos no meio político, com nossas eleições sempre sendo judicializadas, com eleitos governando de maneira precária, podendo a qualquer momento terem seus mandatos cassados e, pior, com relatos dos mais variados tipos de corrupção correndo a boca pequena, como se fosse algo normal. Como se aqueles que conseguissem levar vantagem de maneira ilícita fossem espertos e não bandidos.

E é justamente para por fim a esse ciclo nefasto do “nunca vai dar nada” que os 130 anos de prisão aplicados pelo juiz Sérgio Bernardinetti aos sete réus da primeira fase da Fim de Feira vêm. Obviamente, todos sabemos que a sentença ainda pode ser reformada em outras ins­tâncias da Justiça Brasileira, mas, assim como podem ser minoradas também podem ser majoradas. Da mesma forma, é claro que temos consciência de que os condenados não ficarão a totalidade da pena na cadeia. Isso, porém, é o menos importante agora.

O que realmente é gratificante é entendermos essa sentença como um recado a todos os poderosos de Araucária. E vermos nas 235 páginas que sintetizaram o que foi discutido no processo uma espécie de livro didático do que nossos futuros governantes não devem fazer quando estiverem ocupando um cargo público. Sim, porque tão importante quanto punir os que praticaram corrupção é alertar aqueles que ainda estão pensando em fazê-la de que nem adianta tentar, já que em nossa cidade não há mais espaço para os que querem se servir do erário e não servir ao erário.

Pensemos nisso e boa leitura.

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