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É preciso preservar a farda azul!


A constatação do Instituto de Criminalística de que os tiros que atingiram e mataram Roni Fabrício da Silva saíram de armas da Guarda Municipal é uma daquelas notícias que um jornal como O Popular, que acompanha dia a dia o trabalho de corporações policiais, não gosta de publicar.

Roni, para quem não lembra, é o inocente morto no desdobramento de um assalto que ocorreu no conjunto Tayrá. Inicialmente, acreditava-se que ele fora ferido de morte pelos bandidos. Agora se sabe que não, que os tiros fatais saíram de pistolas 380, a arma que os guarda municipais que atenderam a ocorrência utilizaram naquela oportunidade. Os laudos a que O Popular teve acesso, inclusive, demonstram que o revólver utilizado pelo marginal sequer era capaz de efetuar disparos. Exatamente: a arma estava estragada.

Seria um absurdo supor que a morte de Roni foi intencional. Não, com certeza, não foi. Isso, porém, isenta de responsabilidade aquele que apertou o gatilho. Do mesmo modo, o fato de o autor dos disparos ter sido a um agente da lei não deve ser empecilho para que o caso seja apurado com o rigor necessário.
Aliás, é justamente o rigor e a perícia com que um caso como esse é apurado que preserva a instituição Guarda Municipal. Em hipótese alguma podemos correr o risco de fazer com que a população deixe de confiar no trabalho daquele que veste a farda azul. Ela deve estar acima de qualquer coisa.

Nunca podemos esquecer que a Guarda Municipal tem em seu currículo dez anos de bons serviços prestados à comunidade araucariense. Obviamente, há problemas, há falhas, mas o saldo é imensamente positivo. Por isso, devemos continuar confiando no trabalho da corporação. Devemos chamá-los para nos proteger, sem qualquer tipo de receio, toda vez que a situação assim requerer. Boa leitura.

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