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Eterno calcanhar de Aquiles


Nos últimos dias, novamente, as críticas ao aten­dimento prestado na unidade de pronto atendimento infantil de nossa cidade foram às alturas. As reclamações são as de sempre: demora no atendimento.

Da mesma forma, a justificativa da Secretaria de Saúde também foi a de sempre: aumento repentino da demanda por consultas no local e coisas do gênero.

Tanto o problema quanto a justificativa são as mesmas desde sempre em Araucária. Quando o pronto atendimento infantil funcionava num prédio anexo ao NIS era assim. Quando foi transferido para o prédio do antigo Hospital São Vicente de Paulo também e agora que está anexo ao Hospital Municipal de Araucária (HMA), idem. Diante de tais constatações, a pergunta que não quer calar é a seguinte: não há mesmo solução para isso?

A resposta, obviamente, não é das mais simples. Os pais dirão que há sim: é só colocar mais médicos, enfermeiros e coisas do gênero. A Secretaria de Saúde dirá que Araucária tem uma das mais amplas redes de atendimento público da região, que os picos de procura são sazonais, que muitas pessoas procuram as unidades de urgência e emergência sem necessidade e assim por diante.

Ambas as considerações são adequadas, ainda mais num país como o Brasil, onde – sabe-se – há falta de recursos para quase todas as áreas e que mesmo assim consegue manter um sistema único de saúde que, com todas as suas fa­lhas, jamais nega deliberadamente atendimento a nenhum cidadão. Logo, se não há por ora “solução definitiva” para o caso, o que precisamos é seguir em busca dela. E isto só será possível quando todas as partes se dedicarem a isso, seja utilizando conscientemente os serviços oferecidos, seja fiscalizando se o recurso disponível para manter tal estrutura está sendo gestado com responsabilidade. Façamos isso e boa leitura.

 

 

Publicado na edição 1117 – 14/06/2018

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