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Família de taxista assassinado clama por justiça


Com a voz embargada e o rosto coberto pelas lágrimas, a mãe do taxista José Mauricio de Souza, assassinado no dia 26 de março de 2015, não conseguia esconder a tristeza e a revolta ao ver que o homem que tirou a vida do seu filho segue impune. A família recebeu a reportagem do Jornal O Popular e contou como tem vivido desde que o crime aconteceu. A mãe disse não se cansar de pedir justiça, mas sabe que quando ela finalmente se consumar, sentirá apenas um alívio da dor, já que a vida, segundo ela, perdeu o sentido. “Não dá pra aceitar que o colega do meu filho, João Batista de Morais Anacleto, autor dos tiros, está em liberdade, que mesmo sendo réu confesso, ele não ficou um dia sequer preso”, disse.

Todo esse sentimento de indignação veio à tona mais uma vez na sexta-feira, 6 de dezembro, após o julgamento de Anacleto ter sido adiado pela sexta vez. E de todos os julgamentos agendados, esta foi a única vez que a sessão no Tribunal do Júri chegou a ser iniciada, porém, poucos minutos depois, foi suspensa porque houve o pedido de adiamento por parte da defesa do réu, já que duas de suas testemunhas não haviam comparecido. Com a suspensão, os ânimos se exaltaram. Inconformada, a família de Maurício protestou bastante, e o nervosismo foi tanto que alguns chegaram a passar mal.

“É um sofrimento para nós, a cada convocação de julgamento temos que reviver tudo que aconteceu. Infelizmente nossas leis são brandas, possuem muitas brechas. Mesmo assim não vamos desistir de cobrar. Queremos que a justiça seja feita, só assim ficaremos em paz e conseguiremos seguir com nossas vidas”, disse Rita, irmã da vítima. A mãe abonou as palavras da filha e disse que sente uma tristeza profunda, porque não se conforma com a maneira como o filho foi assassinado, com crueldade, friamente, e por um motivo fútil. “Somos testemunhas de que ele (Anacleto) veio aqui na porta da minha casa um dia antes do crime. Maurício foi atendê-lo e o sujeito fez menção de estar armado, não cometeu o crime ali porque a família estava junto. Retornou depois, dessa vez o Maurício não saiu, e então ele foi até o ponto de táxi onde meu filho estava, sabia que estaria lá, porque eles não tem ponto fixo. Ele destruiu nossa família, até hoje meu neto de 14 anos sofre de depressão, não aceita a morte do tio. Choramos todos os dias com a falta do Maurício. Queremos justiça! Prometi pro meu filho que no dia em que o homem que o matou for condenado, eu irei lá no cemitério contar isso a ele”, desabafou a mãe, em prantos.

Próximo júri

O novo júri de João Batista de Morais Anacleto está marcado para o dia 20 de janeiro de 2020, às 9 horas. A família disse que vai acompanhar, na esperança de que finalmente a justiça seja feita.

Publicado na edição 1193 – 12/12/2019

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