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Golpe do boleto falso faz vítimas em Araucária


Criatividade é algo que não falta para os criminosos, então é preciso estar sempre atento. Eles estão sempre encontrando meios de aplicar golpes e lesar pessoas ingênuas. Um exemplo claro disso é o golpe do boleto falso, que não é novo na praça, mas tem feito vítimas todos os dias. Em Araucária, segundo a Delegacia de Polícia, são cerca de quatro boletins de ocorrência registrados ao dia, por pessoas que foram lesadas. Muitos chegam a perder grandes quantias em dinheiro, e não são ressarcidos.

O golpe ocorre porque ao recebermos uma cobrança, geralmente a única coisa que olhamos é a data de vencimento. Quando ele é endereçado à pessoa física, acaba sendo mais fácil identificar um boleto falso, pois sabemos o que compramos ou não. Além de ser opção para aqueles que não gostam de digitar os dados do cartão de crédito no computador, pagar online com boleto bancário pode proporcionar descontos no valor final da compra. Mas tome cuidado, pois um malware que circula pela web, feito para atingir especialmente brasileiros, é capaz de alterar códigos de barras nos arquivos gerados no ato da compra. Nos computadores infectados, ele detecta quando um boleto é visualizado no navegador e age na hora em que o documento é criado no formato HTML. O vírus adultera, então, o código de barras, substituindo o correto por um falso, que está relacionado à conta do golpista.

Dicas para não cair no golpe

1) Checar o código de barras
Ao gerar um boleto online, a primeira coisa a se fazer é verificar o código de barras. Se o boleto não funcionar na leitura ótica do caixa eletrônico ou estiver com alguma barra faltando, desconfie.

  1. Confira os dados do beneficiário
    Caso seja preciso digitar os números do código de barras manualmente, confira os dados do beneficiário. Nome da empresa, agência e banco. Lembre-se: as informações precisam bater com o documento impresso.
  2. Evite gerar boletos em HTML
    Para evitar que um malware faça modificações no boleto, o ideal é optar, sempre que possível, por boletos nos formatos JPG ou PDF, e não em HTML. O documento já vem feito e não dá para injetar código.
  3. Mantenha o antivírus atualizado
    Praticamente todos os bons antivírus disponíveis hoje, desde que nas últimas versões, devem garantir a proteção contra algum malware que modifica boletos, detectando-o no ato da infecção e o impedindo de agir.

Publicado na edição 1221 – 16/07/2020

Foto: Freepik

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