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Estava sentado na sala de espera de uma clínica de odontologia da cidade esperando a minha vez de ser atendido quando fui perguntado por um morador da cidade que acabara de sair do temido consultório do dentista sobre minha opinião a respeito das eleições municipais que estão por vir. Ele queria saber como eu estava vendo o quadro de candidatos a prefeito em 2016.

Embora eu não goste muito de conversar quando estou prestes a passar por uma situação que gera certo trauma, como é o caso de uma ida ao dentista, resolvi travar aquele diálogo, até porque se existe algo que me fascina é a política. Disse-me o cidadão que ele estava impressionado com a quantidade de pessoas que estavam se lançando pré-candidatos a prefeito. Respondi que aquele movimento era normal e que a maioria dos pretensos candidatos simplesmente colocava seu nome à disposição de modo a ganhar alguma visibilidade e, quem sabe, conseguir negociar melhor as bases de um acordo partidário quando da realização das convenções municipais.

Em seguida, a conversa versou para quantas candidaturas de fato seriam efetivadas. Respondi que acreditava em três, talvez quatro. Em seguida, ele acrescentou, “e o turco?”. Fiz-me de desentendido: “turco, que turco? “Ora, o Hissam”, emendou. “Que tem o Hissam?”, provoquei. “Tô achando que ele leva a eleição do ano que vem”, opinou meu interlocutor. “Sim, pode ser”, disse.

Concluída essa etapa da conversa, foi minha vez de “inticar” o sujeito. “Mas, quais são as propostas do Hissam, você sabe?” ele não sabia. E nem tinha como saber, afinal, Hissam não tem propostas para Araucária. E nem teria como ter, já que no momento ele está mais preocupado com seus negócios particulares do que em fazer política.

O questionamento que fiz aquele homem é o mesmo que faço a todos que me vêm dizer acreditar que Hissam vencerá as eleições municipais do ano que vem. E faço essa pergunta não porque tenho algo contra o empresário ou porque não quero que ele se torne prefeito de Araucária. Faço a provocação porque para administrar uma cidade como a nossa, com suas muitas dificuldades, precisamos de uma estratégia, de um plano. Particularmente não creio em salvadores da pátria e, em razão disto, considero tolos aqueles que rotulam Hissam, Olizandro, Rosane, Clodoaldo, Zezé, ou seja lá quem for, como midas políticos. Pessoas que, com um simples toque, irão transformar este município num paraíso. Isto não existe.

Então, prezados, tenhamos calma e não cometamos os mesmos erros de outrora, votando em alguém que não tenha um plano bom para melhorar esta cidade. Não acredite que só porque Hissam é rico, um empresário bem sucedido, capaz de despertar admiração, e até um pouco de medo quando ouvimos o som de seu helicóptero a sobrevoar a terra dos pinheirais, ele reúne as condições para transformar nosso município num lugar melhor. Obviamente, o mesmo vale para todos os outros eventuais candidatos que colocarem seu nome à disposição no pleito de 2016.

Comentários são bem vindos em www.opopularpr.com.br. Até uma próxima!

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