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Homens públicos não se pertencem


Zezé me processou. Disse que eu o caluniei e difamei num texto publicado em 8 de junho, com o título “Teorias Mirabolantes”. Li e reli o texto algumas vezes e ainda não encontrei a calúnia, muito menos a difamação.

Para quem não se lembra, em “Teorias Mirabolantes”, disse que estava cansado de ouvir as pessoas me perguntando o que havia acontecido com o Zezé, o que me levou a criar teorias mirabolantes sobre a situação. Entre elas a de que o prefeito era uma alucinação coletiva dos araucarienses e a de que ele e o secretário de Governo, João Lincoln Ferreira Gomes, eram a mesma pessoa.

Ao dizer que as teorias eram mirabolantes, que tem em uma de suas acepções, segundo o dicionário Houaiss, o significado de maluco e delirante, informei ao meu leitor que o que ele leria não era um retrato real da realidade. Logo e de novo, sinceramente, não sei onde o senhor prefeito encontrou calúnia e difamação naquelas linhas.

Também me causa espanto o fato de uma pessoa da estatura do senhor prefeito ficar processando colunistas e veículos de comunicação por aí. Ele não deveria perder tempo com isso. Deveria aprender a conviver com as críticas, por mais cruéis que lhe pareçam, vez que ele é um homem público, ocupando uma função pública. É como recentemente disse o vice-presidente da República, José Alencar: “o homem público não se pertence”.

Inclusive, a professora castelhana Matilde Zavala de Gonzalez, que formulou a Teoria da Proteção Débil do Homem Público, certa vez disse que “a aceitação de uma função pública traz em si uma tácita submissão à crítica das demais pessoas. O sujeito se coloca em uma vitrina sujeita a inspeção e controle pelos interessados na administração dos assuntos da sociedade. A função pública oferece um flanco inevitável à supervisão e possíveis ataques a seus afazeres. Trata-se de assumir o risco, sendo previsível a crítica, inclusive aquela que pareça injusta”.

Ora, em nenhum momento fiz críticas à pessoa física Albanor. Esta, aliás, não me interessa nem um pouco. As críticas que teço e continuarei a tecer, às vezes de forma mais irônica, outras nem tanto, são ao prefeito Albanor, figura pública que precisa aprender a conviver com aqueles que não lambem seus pés.

E, você amigo leitor, o que pensa sobre o assunto. Dê seu palpite e até semana que vem!

 

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