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Interdição de lar de idosos pegou famílias desprevenidas

Foto: divulgação

 

A interdição da Associação de Proteção aos Idosos Luz e Vida, conhecida também pelo nome de Lar da Vovó Olga, no bairro Thomaz Coelho, conforme determinação da 2ª Vara Cível de Araucária, pegou de surpresa as famílias. Com o fechamento da Casa, que aconteceu no dia 9 de outubro, os idosos tiveram que ser entregues aos cuidados dos familiares e alguns foram transferidos para outros lares especializados.

A coordenadora do Lar, Karine, disse que as famílias ficaram chocadas com a situação, muitos familiares reclamaram que foi um ato desumano. “No dia do fechamento do lar, dois idosos passaram mal, e a confusão durou mais de sete horas, até decidirem o que seria feito com nossos idosos. Foi constrangedor. Algumas famílias relataram que uma assistente social foi até suas casas e eles, sob pressão, tiveram que sair de casa correndo para buscar o idoso no lar. Temos 15 dias para recorrer da decisão. Já requeremos um mandado de segurança, mas ainda não saiu. Pior de tudo é que no ato da retirada dos idosos nenhum documento oficial nos foi apresentado, apenas verbalmente. Tiraram os idosos da Casa sem autorização das famílias e quando a família liberava, era porque estava totalmente sob pressão, sem saber o que fazer”, desabafou Karine, acrescentando que alguns idosos estavam no lar há mais de 13 anos.

A coordenadora rebateu alguns problemas que levaram a Vigilância a interditar a Casa. Com relação à falta de alvará sanitário, disse que o documento venceu no dia 25 de setembro, no entanto, no dia 20 de agosto, já havia pedido renovação de alvará. “O Lar não teve vistoria antes e no dia 1º de outubro, a Vigilância interditou”, disse.

Sobre o projeto arquitetônico, Karina justificou que isso nunca foi pedido por órgão nenhum, apenas pela equipe do corpo de bombeiros. “Só temos a planta. Ressalto que durante os 20 anos da instituição, sempre foi liberado o alvará sanitário, sem pedido de projeto arquitetônico”, esclareceu.
No quesito ‘medicação em falta’, a coordenadora comentou que não havia falta de remédios para os idosos, e que os mesmos estavam em potes de reposição no momento da vistoria.

Preventivo

A Vigilância Sanitária informou que a instituição foi interditada preventivamente por não ter cumprido com diversas exigências para garantir o atendimento adequado aos idosos. A instituição tem direito à defesa e passará por julgamento, o que pode decidir pela interdição definitiva e aplicação de multa.

Ainda segundo a Vigilância Sanitária, a instituição também não cumpriu o prazo determinado para que encaminhasse os idosos para acolhida em outros locais. A ação foi realizada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, que informou que a maioria dos idosos foi encaminhada para as famílias de origem e em alguns casos, para uma instituição conveniada, visando este acolhimento temporário.

Publicado na edição 1135 – 18/10/18

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