Home / Notícias / Geral / Labaredas nas tochas da Repar voltam a causar medo

Labaredas nas tochas da Repar voltam a causar medo


De longe foi possível ver as labaredas saindo das tochas da refinaria. Foto: Marco Charneski

Por volta das 23h30 de sábado, 28 de setembro, labaredas gigantes foram vistas saindo das tochas da Repar, deixando a comunidade mais uma vez assustada, já que esta é a segunda vez que isso ocorre, em pouco mais de um mês (o último acidente foi em 19 de agosto). Os moradores fizeram várias publicações nas redes sociais questionando o que teria ocorrido dessa vez, e muitos chegaram a relatar que, além das labaredas, ouviram barulhos assustadores vindos da refinaria.

No acidente de agosto, a Petrobras havia justificado que houve uma parada de funcionamento do compressor de uma das unidades de processo da refinaria, sem danos aos moradores. Dessa vez, a justificativa foi de que ocorreu uma parada não programada do compressor de gases da unidade de craqueamento catalítico da refinaria. Segundo a empresa, o sistema de controle funcionou adequadamente, enviando os gases para a tocha. Porém, a situação só foi normalizada na madrugada de segunda-feira, dia 30, por volta das 5h30, com o retorno do compressor à operação. Novamente a empresa argumentou que não houve impactos às pessoas e instalações.

Sobre os acidentes frequentes que vêm ocorrendo na refinaria, o Sindicato dos Petroleiros – Sindipetro, alega que há um sucateamento das instalações e equipamentos. Também teve redução de trabalhadores próprios e terceirizados, e os que ficaram trabalham mais e recebem menos, em condições precárias, ideais para acidentes cada vez maiores”, explicou o sindicato. Ainda de acordo com o Sindipetro, questões como essa são reflexos do plano de privatização da Petrobras.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1183 – 03/10/2019

Sobre Redação

Redação

One comment

  1. Avatar

    Isso é porque vocês ainda não viram as labaredas do lugar pra onde vocês tudo vão quando morrerem

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos marcados com * são obrigatórios *

*