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Mãe aponta descaso em atendimento no HMA

Braço da bebezinha ficou
bem machucado. Foto: divulgação

 

A revolta de uma mãe, cuja filha de apenas 4 meses, teria sido mal atendida no Hospital Municipal de Araucária (HMA), ganhou repercussão nas redes sociais. O caso aconteceu na noite de terça-feira, 11 de dezembro, quando Juliana Helena Florido Faustino buscou ajuda médica para a bebezinha, que estava com mais de 39ºC de febre, passou pela triagem e foi orientada a aguardar. Ela conta que nesse momento indagou se a filha não teria que ser medicada enquanto aguardava a consulta devido à febre, e a enfermeira disse que não. Na consulta, a médica disse que a bebê estava desidratada e que precisava tomar soro e fazer vários exames.

“As enfermeiras tentaram pegar a veia dela por três vezes, não conseguiram, e chamaram outra enfermeira, que tentou por mais três vezes, e nada. A essa altura eu estava preocupada e pedi pra ela parar, porque o bracinho da minha bebê estava ficando roxo, e então ela saiu do quarto. Veio a coordenadora da enfermagem, dizendo que era ela quem mandava ali, isso por conta de eu ter pedido para a enfermeira parar de furar minha filha e começamos a bater boca”, relata a mãe. “Ela simplesmente cruzou os braços me provocou e ameaçou me tirar do hospital, ainda por cima chamou a Guarda Municipal, que acalmou os ânimos e se retirou. Ela continuou falando do corredor, que iria me tirar dali, então chamei a Polícia Militar, que não veio. A enfermeira do outro setor pediu para eu manter a calma e conseguiu pegar a veia da minha filha, na primeira tentativa. Depois de toda essa confusão, minha filha foi diagnosticada com infecção urinária. A médica receitou antibiótico e nos liberou. Mas minha filha estava muito mal, creio que nos mandaram pra casa por conta da confusão. O problema é que a febre alta persistiu e na quarta-feira, 12, de manhã retornei ao Pronto Atendimento Infantil e fomos encaminhadas novamente ao HMA, desta vez com suspeita de meningite. Minha filha ficou internada até a manhã de terça-feira, 18, tratando de uma virose. Já reclamei nas ouvidorias da Saúde e do HMA, e aguardo resposta”, comentou Juliana.

A respeito do fato, a Secretaria Municipal de Saúde explicou que é natural que um pai ou uma mãe fiquem preocupados ao ver que seu filho não está bem. Mas quando uma criança está desidratada, há maior dificuldade de encontrar a veia. A equipe do PAI informou que a mãe se exaltou na sala de emergência (na frente de crianças e adultos), desacatou a profissional que realizava o atendimento e usou palavras de baixo calão. A Guarda Municipal foi chamada para evitar maiores transtornos. Por ter sido ameaçada pela mãe, a profissional do PAI registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Araucária. O atendimento à criança foi realizado dentro do procedimento padrão.

Ainda de acordo com a Saúde, a triagem é uma avaliação para definir prioridade do atendimento (de acordo com a gravidade), não é um atendimento para medicar. A medicação ocorre após consulta médica.

Publicado na edição 1144 – 20/12/18

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