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MÃE – FONTE DA VIDA


Apenas três palavrinhas, ou, para outros, cinco, com o carinhoso ‘mamãe’, mas de um significado e de uma profundidade única, impar, incomparável, especial na vida de cada um. Todos nós viemos do ventre de nossa mãe, onde por nove meses ela nos carregou e nos cuidou, nos protegeu e sonhou com aquele dia em que finalmente pudesse nos pegar em seu colo, ver nossos olhos e maravilhar-se com aquele ser tão frágil e pequeno, mas tão esperado e amado. Poder então dizer: ‘meu fi lho, minha fi lha, como você é lindo, é linda’. Porque para a mãe, o seu fi lho é sempre o mais bonito, o mais especial porque fruto do seu amor. E para quem ama, a beleza provém de dentro, do mais profundo do seu ser. Como é bom então abraçar, dar um beijo, um cheiro e dizer: ‘te amo, você é um presente de Deus para mim’.

Nada neste mundo se compara ao amor de uma mãe. Aquele filho, aquela fi lha é um pedaço de si mesmo, uma continuação do seu próprio corpo, porque gerado no seu próprio ventre. Quando nasce, corta o umbigo e o filho/filha começa a respirar por si mesmo/a e ter vida própria. Mas parece que para a mãe, ele/ela continua eternamente uma criança, mesmo quando já barbado e crescido; com o corpo de mulher; casado/a e com fi lhos; ou até avô/avó, mas sempre um menino, uma menina, uma criança, com quem ela se preocupa e quer cuidar e proteger. Parece que não cresceu e continua eternamente uma criança, tantas vezes protegida e amparada, por que no fundo, para a mãe, o amor continua intenso, e, o verdadeiro amor não envelhece nunca.

Como é bonito ver uma mãe capaz de privar-se do seu necessário para alimentar o seu filho, mesmo que com isso ela passe fome ou frio. Só uma mãe é capaz disso de modo sincero, puro e verdadeiro. Nada neste mundo se compara ao amor de uma mãe. A sua alegria é ver o seu fi lho vencendo na vida, superando barreiras, enfrentando obstáculos, e, acima de tudo, sendo feliz. A sua dor tantas vezes é imensa, quando o fi lho não está bem, mas nada se compara à dor da perda de um fi lho. É como se um pedaço de si mesmo estivesse indo embora para sempre e, absolutamente nada é capaz de preencher este vazio. Ela luta para manter-se firme, em pé, mas, o sofrimento teima em voltar, mesmo que ela não queira. Deverá conviver todo o restante da sua vida com esta falta e com esta ausência, geralmente em silêncio, porque a dor vivida de modo silencioso se suporta com mais facilidade.

Neste dia dedicado às mães, não são os presentes materiais que irão demonstrar o nosso carinho e o nosso apreço às nossas mães. O comércio tantas vezes manipula com o intuito de ‘vender’ a gratidão, mas ela é muito mais verdadeira e singela quando feita de forma gratuita e espontânea. Um abraço, um carinho, um muito obrigado, com certeza, expressam mais verdadeiramente aquilo que está dentro do nosso coração. Talvez muitos já ‘perderam’ suas mães, mas neste dia, uma prece pelo descanso eterno, é sinal de reconhecimento por todo o bem recebido. Outros têm suas mães distantes, mas para quem ama, não existe distância, por isso, uma ligação ou uma oração podem fazer toda a diferença.

Seja como for, um ser humano com sentimentos jamais poderá deixar de expressar o carinho e a gratidão por sua mãe. Afinal, quantas noites perdidas, sem sono, para nos cuidar e nos proteger de todos os males! O mínimo que podemos fazer é agradecer e reconhecer que sem a mãe, sem o seu afeto, não seríamos o que somos. Ela fez e continua fazendo a diferença em nossas vidas. Mãe, parabéns e felicidades. Você é a fonte de nossa vida.

Publicado na edição 1211 – 07/05/2020

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