Terminada a primeira fase das eleições de 2014 algumas conclusões podem ser tiradas. Antes, no entanto, é importante separar dois aspectos bem distintos em política. Um deles é a opinião pública, o que os eleitores e população em geral pensam. O outro é a posição estratégica na qual se encontram os políticos no xadrez do poder estadual e local.

Com isso em mente, pode-se dizer que o prefeito Olizandro José Ferreira (PMDB) viu seus adversários saírem das eleições menores do que entraram e foi o grande vencedor político no dia 5 de outubro. Os candidatos locais a deputado estadual não empolgaram e, pela primeira vez em muitos pleitos, nenhum deles fez sequer dez mil votos.

Olhando por outro prisma, ainda vimos o empresário Hissam Hussein Dehaini (PPS), ungido à liderança política nas eleições de 2012, fracassar já em sua segunda campanha eleitoral. Sua candidata à deputada estadual, Monica Coser, fez pífios 1.099 votos por aqui. Isso pode significar que, ou Hissan não é capaz de transferir votos, ou simplesmente não os tem.

A participação de Rosane Ferreira como vice na chapa de Roberto Requião deve ter trazido mais resultados fora do que por aqui. Isso porque, historicamente, o peemedebista sempre foi mais forte que Beto Richa em Araucária. Nestas eleições, porém, Beto “tacou-lhe” o pau.

Não tivemos também nenhum vereador conseguindo aquele mundaréu de votos para o seu escolhido, o que pode significar que o poder de atração dessas lideranças locais não é mais aquele de outros tempos.

A expectativa agora é para os próximos passos dos políticos locais. Ver quem transformará o quadro positivo resultante das urnas em melhorias significativas para a própria imagem e cidade. Do mesmo modo, é preciso verificar se aqueles que saíram menores das urnas do que entraram irão reagir. Se irão absorver o golpe e aprender com ele. Acompanhemos. Boa leitura!