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Moradores ainda sofrem com poeirão provocado por caminhões


Além do pó, os caminhões acabam destruindo a estrada. Foto: divulgação


 

Não é de hoje que as famílias que vivem na área rural de Bela Vista, próximo a região do Rio Abaixinho, sofrem com o poeirão provocado pelos caminhões, ônibus e demais veículos que acessam pela estrada Caminho dos Tropeiros para desviar o posto da Polícia Rodoviária Federal e a balança, localizados na Rodovia do Xisto. Os moradores estão indignados porque o problema é antigo, já buscaram ajuda em vários órgãos competentes, mas até agora nada foi feito.

O estudante universitário Victor Filipak, 19 anos, conta que a estrada está detonada porque a maioria dos veículos que trafegam por lá são pesados, como betoneiras, caminhões caçamba, alguns da própria Prefeitura, que atendem empresas da região, isso sem contar os caminhões normais de estrada. “São necessárias fiscalizações mais frequentes nas estradas rurais, só este tipo de infração será coibido”, comentou. O empresário Mario Paulo, 57 anos, está ainda mais revoltado, isso porque, segundo ele, desde 2009 a comunidade da região enfrenta o problema do pó devido ao Posto da PRF e a indevida instalação da balança de caminhões. “Tenho uma empresa paralela à estrada, onde todos os dias, caminhões de alto e médio peso desviam, gerando poeira que prejudica tanto minha empresa, a saúde minha e dos meus funcionários e, principalmente, da minha família. Além disso, algumas residências já apresentam rachaduras devido ao constante tráfego de veículos de grande porte. O pó gerado vai para o telhado das casas e acabada entupindo as calhas. Aqui na região residem vários idosos com problemas crônicos de efisema pulmonar, bronquite, asma e renite. Uma área que antigamente era tranquila, hoje é um caos para a população”, reclama.

Sem resposta

A aposentada Zeni Marcelino de Souza, 63 anos, disse que está cansada de ligar para a Secretaria Municipal de Obras e não obter resposta. “Por isso resolvemos publicar no jornal, não estamos mais aguentando, não conseguimos manter a casa limpa, as crianças com rinite alérgica estão sofrendo por conta da poeira. Estamos pedindo socorro”, desabafou a moradora.

“Nós, moradores da estrada Caminho dos Tropeiros, não aguentamos mais esse descaso, quando não é o pó é o barro, isso sem contar os buracos. Cansamos de pedir solução, mas ainda temos esperança de que as autoridades responsáveis olhem por nós”, manifesta a estudante Lidiane Furman, 19 anos.

Retomando as discussões

O vereador Fabio Alceu, que está intermediando as reivindicações dos moradores junto à Caminhos do Paraná, concessionária que administra o trecho na Rodovia do Xisto, comentou que deverá retomar as conversas com a empresa, por ora suspensas, devido à mudança de governo.

“Aguardamos o novo governo assumir e agora daremos andamento às discussões. Nos próximos dias vou pleitear uma audiência junto aos órgãos estaduais competentes, para que façam a ponte junto à concessionária. A ideia é conhecer o planejamento deles e verificar se essas necessidades de melhorias na Rodovia do Xisto, como a construção de trevos de acesso, rotatórias, pavimentação de marginais, e a própria questão do desvio, serão atendidas”, comentou o vereador.

Fiscalização

A Polícia Rodoviária Federal explicou que realiza fiscalizações periódicas na via por meio do Grupo de Fiscalização de Trânsito (GFT). Quando a fiscalização depara com caminhões que estão desviando da rodovia para se furtar à pesagem, estes veículos são obrigados a passarem pela balança.

Ainda segundo a PRF, a solução seria a Prefeitura regulamentar o tráfego de veículos pesados, proibindo-os de circular na estrada Caminho dos Tropeiros, já que atualmente a circulação é permitida. A PRF acrescentou que não dispõe de estatísticas quanto as infrações registradas no local, apenas dados estaduais.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1151 – 21/02/2019

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One comment

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    Imagiine quanta porcaria passa por esse desvio.As estradas sempre destruidas devido a esses caminhoes e quem mora ali que sofre inclusive sem asfalto ou conservação,inclusive falta de manilhas e lixo

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