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Motoristas de aplicativos sob a mira dos criminosos



No início do ano, tratei neste espaço sobre as sucessivas mortes na Região Metropolitana de Curitiba de motoristas de aplicativos. Volto a tratar do assunto porque a situação tem se agravado e tomado proporções preocupantes. Desde setembro do ano passado, foram confirmadas nove mortes desses profissionais que trabalham com aplicativos como Uber, 99 Pop e Cabify.

Diante disso, fiz um pronunciamento na segunda-feira em que chamei a atenção para a necessidade de medidas urgentes. Estamos efetivamente diante da inexistência de uma política pública voltada para a segurança dos motoristas de aplicativos de celular. Precisamos de uma atenção especial para que se cobre dos responsáveis pelos aplicativos formas para garantir a segurança desses profissionais.

Ontem, o assunto voltou à tona no plenário da Assembleia Legislativa, quando um representante da categoria subiu à tribuna para pedir que os deputados assinem um termo de compromisso para debater as reivindicações dos motoristas nas Comissões Permanentes e em audiência pública com todos os envolvidos.

Felizmente, nos últimos anos, houve uma drástica redução de ataques aos taxistas. Lembrei em meu discurso que, em passado recente, ações unificadas e coordenadas entre a Secretaria de Segurança Pública, cooperativas de táxis e outras entidades possibilitaram reverter o cenário aterrador que os taxistas estavam vivendo. Hoje, são os “uberistas” os que sofrem com constantes ameaças.

A escalada da violência contra esses motoristas foi confirmada no domingo quando foi encontrado o corpo do motorista Valmir Nichel, de 59 anos, no rio Iguaçu, na divisa de Curitiba e São José dos Pinhais. Ele estava desaparecido desde o sábado à noite. No total, já ocorreram sete mortes em Curitiba e duas em Londrina.

Fiz questão de citar os nomes de cada um deles para chamar a atenção dos deputados presentes no plenário. Falar de segurança pública não é falar de números e, sim, falar do direito à vida. As vítimas de homicídios ou latrocínios na Região Metropolitana de Curitiba em 2018 foram Marcos Mathozo Cordeiro, Agnaldo Felipe Milki, Deinison Diego Hypolito, Ricardo Gonçalves Habitzreuter (cujo corpo foi localizado em Araucária) e, agora, Valmir Nichel. Em 2017, foram mortos Alex Srour Ribeiro e José Carlos Pereira da Cruz. Em Londrina, neste ano, foram mortos Vanderlei Teixeira da Silva e Flávio Martins Ribeiro Júnior.

 

 

Publicado na edição 1113 – 17/05/2018

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