Início / Colunas / Editorial / Não basta ser pai, tem que participar

Não basta ser pai, tem que participar


Pessoas. Essa é a solução e também o desafio de qualquer administração pública. Como o motivo da existência do Estado é atender a necessidade do cidadão, sua missão é, essencialmente, prestar serviços, seja no atendimento direto, como no caso de saúde ou educação, ou na entrega de obras que, por sua vez também são realizadas através do serviço de alguém.

Serviço precisa de gente, profissionais, cada um em sua área, mas ainda pessoas, seres humanos com toda a riqueza, diversidade, habilidade e também com todos os problemas e manhas que esse bicho, o homem (e a mulher) moderno tem. No setor público essas características parecem se acentuar mais ainda. Não só por parte dos profissionais, mas também pela postura das pessoas que se utilizam desses serviços.

Na Educação, por exemplo, estamos repercutindo nesta edição uma queixa de pais sobre a reincidente situação de faltas de professores em um colégio estadual. Os pais estão reclamando que seus filhos foram dispensados, em alguns casos, sem aviso prévio porque seu professor faltou. Muitos pais veem a escola pública, onde seus filhos pequenos estudam mais como um lugar onde podem deixá-los durante o dia do que onde eles vão aprender. Não há, muitas vezes, um envolvimento com essas unidades educacionais, não se sabe quem são os professores, ou até mesmo o diretor. Não acompanham as tarefas de casa e muito menos discutem com os docentes o desempenho de seus rebentos.

A falta de preocupação com a educação dos pequenos por parte dos pais, às vezes, é tanta que parece contagiar alguns professores que também não dão muita bola e simplesmente faltam e só dão a notícia na hora, deixando seus diretores loucos e com o problema na mão. Pais que reclamam, ainda que algumas vezes injustamente são dignos de nota, pois estão ali, olhando de perto o que acontece com seus filhos. Estão conversando com os educadores e, indiretamente, dizendo: “tô por perto”.

O interessante, no caso dessa queixa da reportagem é que o setor responsável pela fiscalização, normalmente corporativo, parece estar mesmo investigando. A fiscalização e participação efetiva da comunidade nestes serviços só trazem bons frutos. Pense nisso e boa leitura.

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos marcados com * são obrigatórios *

*