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Natal. A festa cristã!


Logo após a ressurreição de Jesus e ascensão aos céus, os primeiros cristãos se reuniam todos os domingos para a partilha do pão, partilha da palavra, e para praticar a caridade com aqueles mais necessitados. Como eles não podiam manifestar a sua fé em público, porque o cristianismo era proibido e perseguido pelo império romano, eles se reuniam nas casas dos próprios cristãos. Dali nasce a Igreja Doméstica. Mais tarde, a partir do edito de Milão no ano de 313, sob o governo de Constantino, filho de santa Helena, que tinha muita simpatia para com os cristãos, o cristianismo torna-se público e mais tarde, religião oficial do império romano. Como se vê, ainda não existia a festa do natal, que viria logo em seguida, no próprio século IV, tendo a sua origem no paganismo.

Os pagãos, desde os tempos bem remotos se preparavam para a festa do ‘nascimento do sol’. Esta festa era celebrada no Egito no dia 6 de janeiro e em Roma no dia 25 de dezembro. Os pagãos estavam convencidos de que o Sol era um deus e por esta razão faziam uma festa para comemorar o seu nascimento. Era uma oportunidade na qual se divertiam, comiam e bebiam até se embriagarem, permitindo-se outras coisas que é melhor não contar.

Quando, por volta de 350 d.C. os cristãos se tornaram numerosos, até mesmo mais do que os pagãos, o que decidiram eles? Mudaram o nome e o sentido da festa do ‘nascimento do Sol’. Estabeleceram esse dia para a celebração do nascimento de Jesus, pois, – assim pensavam – Ele é o verdadeiro Sol, a luz que ilumina todos os homens. E foi assim que estabeleceram o natal, o nascimento de Jesus, no Ocidente no dia 25 de dezembro e no Oriente no dia 06 de janeiro. E assim continua até os dias de hoje.

Natal, portanto, é uma festa cristã, que recorda o nascimento do Menino Jesus, que veio para salvar a humanidade. Para celebrar tamanha festa, nasce mais tarde o Advento, em torno do ano 600, com quatro semanas de preparação. O espirito que emana deste período é essencialmente religioso, onde se renova a fé, a esperança e a caridade. Para um cristão, o natal só tem sentido, se vivido a partir dos valores do evangelho. Do contrário, ele assume um jeito pagão de ser, onde o mais importante é o material, a festa, com carnes e bebidas. Não que isso não seja importante, mas não é o essencial.

Natal é tempo de paz. Esta é a melhor definição sobre o seu verdadeiro significado. Uma paz que brota do interior, fruto do perdão e da reconciliação. Quem é incapaz de perdoar, certamente não fará a experiência do natal. Natal é a festa da família reunida, onde todos partilham a vida, a esperança e o amor. Geralmente os filhos voltam para a casa de seus pais, a fim de celebrarem a alegria do encontro. Natal é a festa da luz, e por isso encontramos tantas casas iluminadas, com pisca-pisca, luzes coloridas, simbolizando a verdadeira luz: Jesus Cristo, a luz da humanidade.

Viver o espirito natalino é encher-se de um amor verdadeiro, que vai ao encontro do outro, e num abraço, desfaz todos os ranços e mágoas guardados no coração. Vamos todos ao presépio contentes para contemplarmos o menino recém nascido numa manjedoura. É ele a razão de tanta alegria, que veio para iluminar os povos, anunciar o Reino de Deus, falar de um tempo novo e espalhar pelo mundo a esperança de dias melhores. Que este Natal seja para você e sua família, um tempo de paz, de reconciliação e de muito amor. Feliz Natal.

 

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