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Notas Políticas – 1190


  • Pesadas

Saiu mais uma sentença das ações penais oriundas da operação Fim de Feira, que investiga um esquema de corrupção que teria se instalado na Prefeitura durante o segundo semestre de 2016. O processo julgado agora é o que apurava pagamento de propina no âmbito da extinta Companhia Municipal de Transporte Coletivo (CMTC). Todos os onze réus foram considerados culpados, sendo que as penas chegam – em alguns casos – a cinquenta anos de prisão.

  • Recurso

A sentença foi proferida pelo juiz André Doi Antunes, da Vara Criminal de Araucária e dela ainda cabe recurso.

  • 100 anos

Neste processo o ex-prefeito Rui Sérgio Alves de Souza foi condenado a 44 anos de prisão e, somados todas as suas penas até aqui, já ultrapassa a casa dos 100 anos de detenção.

  • Saiu

Falando em Rui, sua filha, Fernanda Buffon, deixou a prisão no início deste mês. Como se sabe, ela foi condenada numa das fases da Fim de Feira por ter se apropriado de parte dos salários de um cargo em comissão, que foi contratada a seu pedido pelo pai, isso no segundo semestre de 2016. Fernanda foi condenada a 10 e 6 meses de prisão, cumpriu 1/6 da pena e ganhou o direito a progredir de regime, deixando o fechado e passando ao semiaberto. Nesta modalidade, ela poderia trabalhar durante o dia e voltar para a prisão à noite e nos finais de semana. Porém, como no Paraná não há vagas no semiaberto para mulheres, a filha de Rui usará tornozeleira eletrônica e poderá cumprir a pena em casa.

  • Demorada

Foi pra lá de demorada a sessão plenária da Câmara de Vereadores desta terça-feira, 19 de novembro. Os trabalhos se encerraram somente após às 12h.

  • Falas e mais falas

É sempre bom destacar que tem sido recorrente o espaço aberto pela Presidência da Câmara para falas externas, o que acaba prolongando em demasia a sessão propriamente dita. Teoricamente essa abertura poderia ser entendida como “democratização do espaço”. Afinal, o Poder Legislativo é a casa do povo. Porém, na prática não é isto o que está acontecendo há muito tempo. Cada vez mais a tribuna tem sido aberta para pessoas defenderem causas pessoais e não invariavelmente fazer politicagem.

  • Representantes

Nunca é bom esquecer que nossa democracia está alicerçada de maneira que a população é representada por meio de seus eleitos. Logo, especificamente no caso de Araucária, são os onze vereadores que representam o povo, sendo que a sessão plenária deveria ser espaço para que eles falassem e não este ou aquele sujeito.

  • Absurdos

Esta bagunça que acaba virando algumas sessões plenárias rende, inclusive, cenas inóspitas. Nos trabalhos desta semana, por exemplo, foi permitido a uma senhora usar o microfone já depois do início da ordem do dia (o que seria proibido se o regimento fosse respeitado) para que ela literalmente soltasse o verbo e desse um pito nos próprios vereadores. Isso não é aceitável. Vereadores, você gostando ou não dele, são autoridades e, em plenário, qualquer tipo de discussão deveria ser somente entre eles, pois ali são aquelas onze excelências a representatividade constituída da população organizada.

  • Aprovado

Falando especificamente de projetos aprovados na sessão desta semana, destaque para uma mudança na lei que exigia certo tempo de experiência para médicos que quisessem trabalhar nas unidades de pronto atendimento públicas da cidade. Em lei recente, a Prefeitura havia estipulado que os candidatos interessados em participar do Processo de Seleção Simplificada (PSS) promovido pelo Município deveria comprovar três anos de trabalhos prestados. Resultado: feito o PSS quase ninguém apareceu. A Secretaria de Saúde decidiu tirar essa exigência. A Câmara, porém, ficou meio assim em simplesmente deixar de exigir um tempo mínimo de experiência e propôs um meio termo: 1 ano e meio. Foi este o projeto aprovado.

  • Estragado

E também durante a sessão o vereador Aparecido Ramos (PDT) voltou a denunciar problemas no Hospital Municipal de Araucária (HMA). Segundo ele, informações que chegaram até dão conta de que o mamógrafo do local estaria quebrado.

  • Descontão

A Secretaria Municipal de Urbanismo (SMUR) concluiu a licitação para escolha da empresa que fará a decoração natalina pelas ruas e praças de Araucária. A empresa vencedora foi a Energepar Empreendimentos Elétricos Ltda, que levou o serviço oferecendo um desconto de quase R$ 150 mil. A previsão inicial da SMUR era investir na decoração R$ 513 mil. Três empresas apresentaram propostas, sendo que a Energepar ofereceu o melhor preço: R$ 370 mil.

  • Voltou

Luciano Stall já voltou a ser o secretário de Finanças. O decreto reconduzindo-o ao cargo foi publicado no Diário Oficial do Município na última quinta-feira, 14 de novembro.

  • Posse

O PSL dá posse à sua nova executiva na noite desta quinta-feira, 21 de novembro, às 19h. O evento acontece no plenário da Câmara Municipal de Vereadores e deve contar com a presença do presidente do diretório estadual da legenda, o deputado estadual Fernando Francischini.

  • Repar

A Câmara também vai realizar uma audiência pública para discutir a privatização da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), anunciada no primeiro semestre pela Petrobras. Evento com a mesma temática foi promovido na semana passada pela Assembleia Legislativa do Paraná.

  • Semana que vem

A audiência acontecerá no plenário da Câmara na próxima terça-feira, 26 de novembro, a partir das 18h. Com a temática “Os impactos da privatização da Petrobras em Araucária”, a reunião terá palestrantes ligados a entidades representativas de funcionários da estatal e é aberto a toda a comunidade.

  • Retomada

A Secretaria de Saúde lançou o edital de licitação para retomada da construção do prédio que abrigará a sede da Vigilância em Saúde do Município. A edificação, que está sendo erguida ao lado do Centro de Saúde do CSU, foi paralisada após a empresa que havia ganho a primeira concorrência abandonar os trabalhos. Apenas 30% havia sido erguida. A nova licitação está marcada para acontecer no dia 13 de dezembro e está orçada em R$ 1,1 milhão. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 12 meses.

Texto: Waldiclei Barboza

Publicado na edição 1190 – 21/11/2019

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