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Notas Políticas – Edição 1181


  • Mesma trincheira…

A Câmara julga nesta sexta-feira, 20 de setembro, se cassa ou não o mandato do vereador suspenso Francisco Carlos Cabrini (PP). O julgamento em si não é novidade, porém, é interessante como dois edis do mesmo partido estão em campos completamente opostos nesta contenda: Xandão e Celso Nicácio, ambos do PSL, sigla autora da representação contra o pepista.

  • …Campos opostos

Xandão tenta convencer a todos da necessidade de votar pela cassação. Nicácio, por sua vez, quer justamente o contrário. Trabalha com unhas e dentes para que Cabrini seja inocentado.

  • Razões?

Se é verdade não se sabe, mas o comentário que rola nos bastidores da Câmara é o de que o empenho de Nicácio tem uma razão: a base eleitoral de Cabrini. Isto porque alguém teria dito a Nicácio que Cabrini não sairá mais candidato a nada, mesmo que seja considerado inocente ao final desses processos judiciais. Comenta-se, porém, que mesmo com a imagem arranhada, Cabrini teria certa base eleitoral fiel, espólio este que teria sido prometido a Nicácio em troca da fidelidade. Coisas da política.

  • Prestação de contas

Está marcada para o dia 27 de setembro, uma sexta-feira, a tradicional audiência pública para apresentação do desempenho das receitas e despesas da Prefeitura e Câmara ao longo do segundo quadrimestre deste ano.

  • No plenário

Com obrigatoriedade prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o encontro acontecerá no plenário da Câmara de Vereadores a partir das 14h. Na oportunidade serão apresentados os números referentes aos meses de maio a agosto.

  • Definidos

Sete vereadores integrarão a Comissão de Inquérito aberta pela Câmara para apurar eventuais irregularidades no contrato de gestão entre o Município e o INVISA, instituto que gerenciava o Hospital Municipal de Araucária (HMA) até recentemente.

  • Quem?

Os membros foram indicados pelos partidos com assento no parlamento municipal. São eles: Aparecido Ramos (PDT), Fábio Pedroso (PRP), Xandão (PSL), Fábio Alceu (PSB), Elias Almeida (Cidadania), Tatiana Nogueira (PSDB) e Lucia de Lima (MDB).

  • Primeira

Agora, em reunião marcada para esta quinta-feira, 19 de setembro, esses sete vereadores sentarão e decidirão quem ocupará a presidência e a relatoria da Comissão de Inquérito. Vencida esta etapa, dar-se-á início aos trabalhos propriamente ditos, como requisição de documentos, definição de oitivas e coisas do gênero.

  • Quase um ano

Nesta história de instauração de uma Comissão, o que ninguém entendeu direito foi o prazo estipulado pelos vereadores para conclusão dos trabalhos: 240 dias. É muito tempo. Vamos torcer para que os vereadores sejam mais céleres em suas apurações.

  • Vendo coisas

Um dos mais ferrenhos críticos da administração municipal, o vereador Aparecido anda vendo coisas pelas ruas de Araucária. Durante a sessão plenária da última terça-feira (17) ele jurou de pé junto que viu a Guarda Municipal operando um radar móvel e multando motoristas que excediam a velocidade numa avenida da cidade. Disse que aquilo era um absurdo. O vereador Claudio Sarnik ainda tentou corrigi-lo, dizendo que os guardas não operam os radares e sim os agentes de trânsito, mas Aparecido não aceitou a correção. Disse que eram os guardas municipais sim. Em que pese o entusiasmo da fala de Aparecido, ele contou uma fake news aí. Isso porque a GM não opera os radares móveis. Ou seja, ele só achou ter visto.

  • Convênio

A propósito, falando em guardas municipais fazendo as vezes de agente de trânsito, um convênio assinado recentemente pelas secretarias municipais de Urbanismo e Segurança Pública autoriza a Guarda Municipal a atuar na orientação e fiscalização de trânsito. Ou seja, pode até ser que, em breve, de fato, Aparecido possa ver por aí os GMs operando um radar móvel. Isso, porém, ainda não está acontecendo.

  • Adiada

A Câmara decidiu adiar a apreciação em segunda votação do projeto de lei de revisão do Plano Diretor. A peça deveria ter sido ratificada na sessão desta semana. Porém, uma emenda apresentada por um grupo de edis excluiria alguns dos anexos do documento principal. Anexos estes de caráter exclusivamente técnico e que a prudência manda não mexer. Após alerta de técnicos da Secretaria de Planejamento com relação a esses detalhes, sabiamente o vereador Fábio Alceu (PSB) sugeriu que a votação fosse adiada para que os edis sentassem e reanalisassem a emenda. O encontro deve acontecer ainda esta semana e o projeto deve voltar ao plenário na próxima sessão.

  • Animada

Durante a sessão desta semana, a vereadora Tatiana Nogueira comentou uma nota veiculada por esta Coluna em sua última edição. Dissemos que, com a presença da edil, as plenárias ficavam mais animadas. Erroneamente, a tucana entendeu o elogio como uma espécie de ofensa, pois a Câmara não seria, em suas palavras, um circo para ser animado por ela. De antemão, caso mais edis tenham interpretado o comentário como ofensa, nos desculpamos. Jamais foi nossa intenção. A animação proporcionada por Tatiana é no bom sentido da coisa, já que ela é um dos edis mais atuantes em plenário. E isso é bom, afinal o parlamento é para isso. A própria palavra deriva de “falar”, “dialogar”. Por isso, mesmo que muitas vezes questione em plenário assuntos que deveria ter pesquisado antes do início dos trabalhos, que passe informações que nem sempre são as mais fidedignas, é de extrema importância que tenhamos uma câmara plural, que seja representativa da comunidade, de determinados segmentos e assim por diante. Faz parte da democracia. Da mesma forma é a imprensa. Nem sempre o que dissemos é do agrado deste ou daquele político e/ou cidadão. Mas não é por isso que vamos deixar de dizê-lo.

  • Pisada de bola

Durante a votação do projeto de lei que fixa as diretrizes orçamentárias para elaboração do orçamento do ano que vem o vereador Elias Almeida deu uma pisada de bola, daquelas capazes de constranger o plenário todo. Daquelas que se ele tivesse um amigo próximo, chegaria no pé do ouvido e comentaria “para que tá feio”.

  • Mimo

A pisada se deu quando da votação das emendas propostas pelos vereadores à LDO, que somaram mais de R$ 11 milhões. Foram emendas coletivas e individuais. Elias, sabe-se lá por qual motivo, decidiu pegar o microfone e dizer que aquelas emendas eram um “mimo” que o prefeito havia dado aos vereadores. A declaração não é salutar num regime democrático em que um dos pilares de sustentação é a independência entre os poderes.

  • Modo de dizer

É claro que o termo “mimo” deve ter sido utilizado por Elias num contexto de que, antes de propor as emendas, os edis conversaram com o Executivo e avisaram que iriam mexer, questionaram onde essa mexida influenciaria menos na execução orçamentária pensada pela Prefeitura ou algo assim. Mas, mesmo assim, a expressão não pega bem.

  • Muito bem

Foram muito bem recebidas pela comunidade local as remodelagens que o prefeito Hissam Hussein Dehaini e o secretário de Meio Ambiente, Vitor Cantador, estão implementando no Parque Cachoeira, principal área pública de lazer da cidade. Difícil encontrar algum usuário do espaço que não tenha aplaudido a iniciativa.

  • Expectativa

Terminou na segunda-feira, 16 de setembro, o prazo estipulado pela Petrobras para que empresas e grupo financeiro manifestassem eventual interesse em adquirir a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar). A expectativa agora é para a divulgação dos interessados. Isso deve acontecer ainda no mês de setembro.

Texto: Waldiclei Barboza

Publicado na edição 1181 – 19/09/2019

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