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Novela encerrada


O Popular tem se debruçado ao longo dos últimos meses acerca de uma discussão muito sensível à comunidade local: o reajuste salarial dos vereadores.

Interessante é que O Popular, conhecedor que é da dinâmica política do Município, mesmo antes da proposição do projeto de lei que tratava sobre o tema, contratou pesquisa para medir junto aos moradores de Araucária qual sua opinião sobre o assunto. O índice de contrariedade a proposta de reajuste superou 95%.

Posteriormente, foi também O Popular quem primeiro trouxe luz ao projeto original sobre o tema, aquele proposto por um grupo de vereadores e que fixava os subsídios dos edis em mais de R$ 12 mil. Tão logo o texto veio à tona, aliás, houve certo recuo de nossas excelências e muitos acharam que a questão estava morta e que não haveria tentativa de reajuste.

Em novembro, novamente, o assunto veio à tona. Os edis diminuíram sua pedida. Não queriam mais o teto. Queriam um pouco menos, algo em torno de R$ 10 mil. Mesmo com a forte rejeição ao projeto, ele foi aprovado e seguiu à Prefeitura para sanção.

A repercussão continuou negativa, mais forte, e o chefe do Executivo resolveu vetar o projeto, que retornou ao Poder Legislativo para que decidisse, em definitivo, se mantinha ou não o reajuste.

A análise aconteceu na tarde de ontem e a maioria dos vereadores decidiu pela derrubada do veto. Com isso, fica valendo o aumento para quase R$ 10 mil a partir de 2021.

Agora, caso não haja nenhum tipo de ação judicial questionando o reajuste, só cabe ao eleitor analisar em definitivo o comportamento dos vereadores que foram a favor e/ou contra o aumento. Análise esta que se dará por meio do voto no primeiro domingo de outubro. Cada cidadão com um título na mão terá o poder de julgar os atos dos atuais edis. Caso sejam reeleitos, é sinal de que, de uma maneira geral, seu trabalho foi aprovado por certa parcela da comunidade, restando a todos nós aceitar o resultado das urnas, sem nunca – obviamente – deixar de seguir acompanhando e fiscalizando seu mandato. Isso é democracia!

Publicado na edição 1197 – 30/01/2020

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