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O Culpado!


Albanor José Ferreira Gomes bem que valeria uma tese de mestrado… doutorado, talvez. Digo isto porque é impressionante a capacidade que ele tem de não ser apontado – num primeiro momento – como o responsável pelas ações que dependem do poder público, mas que não acontecem nesta cidade.

Zezé nunca é o culpado. Se a Educação não vai bem, a culpa é da secretária de Educação ou dos professores… às vezes até dos alunos, que não querem aprender. Do mesmo modo, se há perseguição de funcionários dentro da Prefeitura a primeira pessoa que pensamos como sendo o malfeitor é o secretário de Governo, João Lincoln Gomes, irmão mau de Albanor. Se as obras não acontecem, a culpa é do Graichen, secretário de Obras, que nem na cidade mora. O mesmo vale para os problemas da Saúde, cujo culpado é o Haroldo, que só pensa na campanha do Osmar e não faz o seu trabalho direito. Se faltarem recursos, a culpa é da crise econômica ou da gestão passada. Se, de um modo geral, a administração não vai bem das pernas o culpado é o Isac, que trancou o prefeito na torre mais alta do prédio da Prefeitura e está mandando na cidade.

Agora, me digam, por que Zezé consegue ser tão teflon assim? Serão as cores dos seus olhos? Ou sua voz meio rouca? Ou os cabelos brancos? Não, minha gente! Nada disso! Albanor só se tornou o que é hoje porque foi construído ao longo de mais de duas décadas pelos políticos pelegos e pela opinião pública capenga desta cidade, que se contentaram em alimentar o monstro em troca de um carguinho aqui, uma indicação ali e outras sobrinhas. Tanto deram de comer ao monstro que ele cresceu, ficou forte e praticamente imbatível por muitos e muitos anos.

A sorte dos cidadãos desta cidade, no entanto, é que se foi o tempo em que Zezé era inquestionável. Aos poucos, já estamos vendo algumas criticazinhas respingares nele. As pessoas já começaram a entender que o fiador dos atos dos secretários é o prefeito. Logo, se Saúde e a Educação, por exemplo, não vão bem, a culpa deve ser dada – majoritariamente – ao chefe do poder Executivo. E digo que temos sorte em poder ouvir a população criticar Zezé, não porque torço para que ele caia em desgraça política ou para que a cidade vá mal. Muito pelo contrário. Só que é inadmissível convivermos com um prefeito que vive do passado, se gabando do pouco que fez, considerando um ultraje que alguém divirja do que ele pensa, atacando a liberdade de expressão e coisas do gênero.

E aproveito que amanhã é 7 de setembro, Dia da Independência, para declarar a independência do ato de criticar o prefeito deste município. Ele não é melhor do que ninguém e deve ser considerado o grande responsável por tudo que depende da Prefeitura, mas que não dá certo nesta cidade. Então, já sabem, não deu certo, a culpa é do Zezé. Nem que ele reclame!

E, vocês, o que pensam sobre o assunto. Deem sua opinião e até semana que vem!

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