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O EstaR voltou


Implantado em 2011, o Estacionamento Rotativo (EstaR) sempre foi motivo de muita discussão em Araucária. De um modo geral, embora necessário, o sistema nunca caiu nas graças dos motoristas locais.

Boa parte da antipatia dos nativos pelo EstaR teve como razão o modelo escolhido pela Prefeitura: totalmente digital, o que obrigava as pessoas a comprarem créditos virtuais, fosse por meio de um aplicativo, fosse nos pontos de venda autorizados. Estes, aliás, nunca existiram em número suficiente, o que só fomentava o discurso daqueles que praguejavam a rotatividade de vagas nas ruas de Araucária.

O sistema, gerenciado pela Serttel, perdurou até meados de 2017, quando a Prefeitura decidiu não renovar a concessão do serviço à empresa pernambucana. Embora drástica, a interrupção do EstaR não gerou lá muitas reclamações e nem tinha como ser diferente. Afinal, àquela altura, já era pública as denúncias do Ministério Público local contra a empresa, acusada de ter pagado propina no ano de 2016 para garantir a renovação de seu contrato com o Município. Além disso, o descontentamento dos motoristas com o modelo de venda de créditos havia atingido seu ápice. O software vivia apresentando problemas e os pontos de venda físicos eram poucos.

O fim do EstaR, porém, fez valer aquela máxima de que “só damos valor ao que temos quando o perdemos”. E não estamos falando aqui necessariamente da empresa e do modelo e sim da rotatividade de vagas. Isto porque, como não há espaço para todos estacionarem, não há meio mais democrático de utilização das vagas do que o EstaR.

Justamente por isso que, tão logo se anunciou a volta do EstaR, a notícia foi tão bem recebida pela população. Até aqueles que praguejavam a rotatividade deram graças pelo seu retorno. Logo, é sim importante enfatizar que estamos falando de uma notícia excelente para quem vive a cidade.

E viver a cidade é andar por seu trânsito diariamente, é consumir em seu comércio, é gerar riqueza para nossa gente. Afinal, com o retorno do EstaR, damos novo fôlego para os estabelecimentos comerciais, incentivamos mais gente a comprar aqui, aumentamos a circulação de pessoas pela região central e com isso, todos ganham! Pensemos nisso e boa leitura.

Publicado na edição 1150 – 14/02/2019

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