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O homem é o lobo do homem


Nem no pior dos cenários talvez tenha se imaginado que a primeira vítima do coronavírus em Araucária seria uma senhora que sequer contraiu a doença.

Talvez ninguém tenha sequer cogitado a hipótese de que, sem querer desmerecer a gravidade da doença, doença mais fatal é a ignorância humana.

Por mais descrentes que muitos possam ser quanto ao perigo do coronavírus, jamais imaginaríamos que uma pessoa iria se dispor a arrumar confusão simplesmente porque não queria utilizar uma máscara num estabelecimento comercial.

Porém, mesmo que nossas mentes não tenham imaginado esses cenários acima, ele aconteceu. E resultou na morte de uma inocente. A morte de Sandra Maria Aparecida Ribeiro, funcionária do Hipermercado Condor em Araucária, é mais uma prova que “o homem é o lobo do homem”.

A frase foi tornada célebre na obra Leviatã, do filósofo inglês Thomas Hobbes. Obra esta que fala justamente sobre a necessidade de que haja um contrato social para que continuemos vivendo em sociedade sem nos matarmos “em massa”.

No caso específico, o contrato social não funcionou. O sujeito não se importou com mais ninguém, somente em satisfazer um direito que julgava lhe pertencer. Ao invés de acatar a orientação do estabelecimento, que era usar a máscara, ou – caso não concordasse – simplesmente ir embora, preferiu agir como lobo, irracional, agrediu quem não merecia e com isso desencadeou outras ações que culminaram com a morte de alguém que entendia, desde o início, que é preciso respeitar o contrato social para termos a paz civil.

Infelizmente, quem só queria a paz, quem só queria que as regras fossem respeitadas, quem só queria prezar pela saúde sua e outro, e quem não terá direito a nenhum desses benefícios do tal contrato social.

Pensemos todos nisso!

Publicado na edição 1210 – 30/04/2020

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