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O Sismmar apoia a luta legítima dos trabalhadores pelos seus direitos


Frente a tantos ataques da burguesia e do governo a saída é a luta. Eles violam nossos direitos, colocam em cheque nossa qualidade de vida e até mesmo nossa sobrevivência. Desemprego, más condições de trabalho, baixos salários e aumentos abusivos nos valores de produtos básicos como gás de cozinha e alimentos são parte desse passe pacote cruel que nos assola diariamente.

O governo Temer adotou uma prática de preços para os combustíveis que só alimenta o bolso do empresariado e corrói o bolso do trabalhador. São intenções escusas de degenerar a estatal para vendê-la depois a preço de banana.

Dentro desse cenário, iniciam dois movimentos importantes: a greve dos caminhoneiros, que entre outras coisas clama a diminuição dos preços de combustíveis, e a greve dos petroleiros, que também lutam para a diminuição dos preços praticados sobre o combustível, além da defesa pela Petrobras. Apesar da legitimidade dessa pauta, o governo tenta desmoralizar o movimento, manipulando informações na mídia como se estivesse de fato disposto a negociar e a atender às questões dos trabalhadores. Pior: coloca as forças armadas nas ruas, numa clara tentativa de repressão!

Os caminhoneiros representam uma das categorias mais precarizadas em condições de trabalho. A greve dos petroleiros vem ampliar o movimento de resistência contra os ataques. É preciso desmascarar os discursos do governo que, ligado diretamente à mídia, buscam confundir a opinião pública.

Um dos exemplos disso é que tentam convencer que a crise dos combustíveis está atrelada diretamente à corrupção e aos impostos, mascarando a realidade sobre as políticas que eles impuseram à Petrobras de privatização do Pré-sal e de importação e de preços atrelados ao mercado internacional, que é que realmente contribuiu para tamanha crise.

Dentro de todo esse contexto, vemos diversas frentes que se manifestam em busca de soluções. Desde pedidos de Fora Temer, Diretas Já, até a intervenção militar – questão muito distinta das demais. Embora não devamos depositar nossas esperanças acreditando que eleições trarão um salvador que resolverá milagrosamente nossos problemas, é importante lembrar as consequên­cias de uma intervenção militar. Todos esses ataques também foram realizados pelo regime militar, de forma ainda pior. Além do dinheiro público investido para o grande empresariado, a ditadura ainda reprimia brutalmente os trabalhadores. A intervenção militar não pode ser vista como alternativa aos problemas da crise. Foi durante a ditadura que, além de todos os crimes de tortura, alienação cultural do povo, a corrupção correu solta e sem que se pudesse denunciá-la ou combatê-la.

O caminho é se unir à luta, lado a lado, somando nosso suor na busca de um objetivo comum: chega de ataques!

 

 

Publicado na edição 1115 – 30/05/2018

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