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Paixão coletiva


Embora várias modalidades desportivas estejam crescendo a cada dia, ou mesmo sejam mais fáceis de serem praticadas, como a corrida, que não precisa nem de quadra, nem de bola, muito menos de time, o futebol ainda é o esporte mais praticado em nossa cidade e no país. Já na tenra idade, as crianças começam a nutrir admiração por seus ídolos e, na medida em que vão crescendo, tentam imitá-los. Assim que têm chance entram em campeonatos, de olho nas medalhas e troféus.

Dizer que o jogo é de campeonato da Segunda Divisão de Araucária, ou o Veteranos do Costeira não diminui em nada o empenho dos jogadores que, quando entram em campo têm seu momento de astro, tem sua oportunidade de mostrar que sabem jogar, em muitos casos melhor do que alguns atletas profissionais. Isso porque quase nunca ganham para jogar e por isso o fazem por pura e simples paixão. Esse amor todo se reflete na torcida, nos xingamentos ao juiz, na reclamação quando a organização dá alguma escorregada.

O que se percebe é que os times locais, em muitos casos, carecem de organização e planejamento. A maioria já está com sua documentação em dia, até porque precisam dela para participar dos campeonatos, mas vivem sem dinheiro e é rotina fazer vaquinha para comprar jogo de camisas ou pagar o ônibus, quando o jogo é fora de casa. Uma dose maior de empreendedorismo, visão de negócio e independência do poder público não faria mal algum.

A exemplo de times médios e até grandes, o mercado local de publicidade de empresas do comércio local e mesmo algumas indústrias nos uniformes e nos estádios precisa ser desenvolvido, estimulado. Mas esse trabalho passa por uma visão de longo prazo dos dirigentes locais, dos políticos e também dos atletas. Uma coisa é certa. Campeonatos sérios e com regularidade em sua realização, como tem havido já há alguns anos são um bom começo. Pense nisso e boa leitura.

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