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Palestras orientam sobre mitos e verdades relacionados ao Alzheimer

Foto: divulgação

Na última quinta-feira, 26 de setembro, o Centro de Saúde da Mulher e do Idoso de Araucária – CSMI realizou palestras sobre mitos e verdades sobre a doença de Alzheimer. Mais de 50 idosos participaram do evento. Atualmente, o CSMI realiza o acompanhamento mensal de 130 pessoas com diagnóstico de Alzheimer. O Centro realiza mensalmente um encontro com o grupo de familiares e cuidadores de pessoas com esta doença.

Durante as palestras, a geriatra Ana Paula Maciel Moreira Blaskowski explicou que o nome da doença deve-se a Alois Alzheimer, médico alemão que, em 1907, descreveu pela primeira vez a doença. Setembro é considerado o Mês Mundial da Conscientização sobre a doença de Alzheimer.

O Alzheimer é um tipo de demência que provoca uma deterioração progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas como memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento, entre outras. Esta deterioração tem como consequências alterações no comportamento, na personalidade e na capacidade funcional da pessoa, dificultando a realização das suas atividades de vida diária. À medida que as células cerebrais vão sofrendo uma redução, de tamanho e número, sofrem modificações que danificam as conexões existentes entre elas que acabam por morrer e isto traduz-se numa incapacidade de recordar a informação. Deste modo, conforme o Alzheimer afeta as várias áreas cerebrais vão-se perdendo certas funções ou capacidades.

Após cada palestra, a terapeuta ocupacional Cecilia Sommer Passos Pinheiro, em conjunto com a equipe multiprofissional do CSMI, realizou uma “Olimpíada da Memória”, na qual as pessoas idosas e cuidadores puderam testar a memória com exercícios múltiplos. Durante o dia também foram realizados testes rápidos de glicemia e aferição da pressão arterial.

Segundo dados do último relatório da Organização Mundial da Saúde, realizado em conjunto com a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), estima-se que 35,6 milhões de pessoas no mundo tenham a doença (60% da população idosa) e em 2030 esse número pode chegar a 65,7 milhões. Daqui a 50 anos esse número pode chegar à 100 milhões de pessoas. No Brasil há cerca de 1,2 milhão de casos; a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

É importante quebrar preconceitos e falar sobre o problema sem estigmas, pois de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), 75% dos doentes desconhecem que sofrem do mal e a família, às vezes, é a última a perceber que aquele simples esquecimento é, na verdade, um sintoma.

O mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, ainda sem cura. No entanto, existem algumas medicações que parecem permitir alguma estabilização do funcionamento cognitivo nas pessoas com doença de Alzheimer, nas fases inicial e intermediária. Os medicamentos também podem ser prescritos para sintomas secundários, como inquietude e depressão, ou para ajudar a pessoa com doença de Alzheimer a dormir melhor.

Porém, as chances de controlá-la são maiores se detectada precocemente. “Com a evolução do quadro, o Alzheimer causa grande impacto no cotidiano da pessoa, afetando a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem. A pessoa fica cada vez mais dependente da ajuda de cuidadores, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação. Por isso, o apoio da família torna-se essencial e diagnosticar precocemente a doença é uma das formas mais eficazes de garantir melhor qualidade de vida à pessoa e à família. Lembrando que o cuidador também necessita receber apoio” explicou Ana Paula.

Apoio

Os encontros do Grupo para Familiares e Cuidadores de Pessoas com Alzheimer de Araucária contam com a presença de profissionais de diferentes áreas de saúde e são abertos a qualquer pessoa interessada em saber mais sobre a doença. As reuniões acontecem toda 1ª segunda-feira de cada mês. Para mais informações, entrar em contato através do telefone: (41) 3614-1634 ou 3614-1618.

Texto: PMA

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