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Passou da hora de Hissam tomar medidas eficientes na prevenção ao coronavírus

Desde o dia 11 de março o novo coronavírus é considerado uma pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS). E como Bolsonaro vem minimizando os efeitos do vírus que já matou dezenas de brasileiros, tem sido os governadores e prefeitos os responsáveis pelo comando das ações que devem ser tomadas pelos estados e municípios para salvar vidas.


Porém, em Araucária, a gestão Hissam se mostra, mais uma vez, despreparada e incompetente. No combate à Covid-19, está mais do que provado, com a experiência em outros países como China, Espanha e Itália, que o tempo é crucial na corrida contra a pandemia.

Esse era o momento de Hissam priorizar a vida dos araucarienses e tomar as medidas cabíveis para evitar que o novo coranavírus faça vítimas fatais em Araucária. Mas, ao contrário disso, o que é possível se ver no município é a falta de preparo do prefeito e de sua equipe para lidar com a situação.
Enquanto Curitiba e cidades vizinhas estavam tomando medidas de prevenção, na segunda-feira (16) a Secretaria Municipal de Educação lançou uma nota oficial afirmando que as aulas continuariam em Araucária. A suspensão das aulas só veio no dia seguinte, após muita cobrança dos servidores, sindicatos e população para que as unidades educacionais fossem fechadas.

Na farmácia do NIS, onde a população busca seus remédios, a falta de organização e preparo é a mesma. Contrariando as orientações da OMS, aglomerações não foram evitadas no local. Para piorar, não há máscaras, álcool em gel ou fila preferencial para idosos, que são as principais vítimas da Covid-19.

Na última sexta-feira (20), Hissam emitiu um novo decreto que suspendeu o afastamento e exigiu que os profissionais que compõem o grupo de risco, como idosos com 60 anos ou mais, gestantes e lactantes, diabéticos, hipertensos, com doenças respiratórias ou com câncer, voltassem a trabalhar nesta segunda.

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), os servidores atuam sem Equipamentos de Proteção Individual adequados, como a máscara N95. Além disso, a Prefeitura não deixa claro quais são os protocolos para os trabalhadores que atuam na linha de frente do combate ao vírus.

Nos bairros mais pobres de Araucária, como Tupy e Arvoredo, a falta de água ainda é uma constante. Como as pessoas que vivem nos bairros afetados vão poder lavar as mãos, tomar banho e higienizar suas casas se falta o básico? Já passou da hora de a prefeitura olhar pelos mais pobres também.

A proteção da vida dos araucarienses deve ser prioridade, e não a economia. Por isso, é crucial que Hissam e sua equipe respeitem as orientações dos órgãos competentes na contenção do novo coronavírus e adotem as medidas necessárias para impedir que os trabalhadores e a população paguem um preço alto demais pela má gestão.
Chega de descaso! É pela vida dos araucarienses!

Publicado na edição 1205 – 26/03/2020

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