Agnaldo Tenca foi morto a tiros na rua Primavera, no Campina da Barra. Foto: divulgação

Após um cuidadoso trabalho de investigação, a Polícia Civil de Araucária prendeu, na tarde desta sexta-feira, 26 de julho, Jeferson Rodrigo Machado, mais conhecido como Jefinho, 30 anos, suspeito da morte do vendedor de enxovais Agnaldo Tenca, 45 anos, em 4 de junho do ano passado. Após o crime, que gerou comoção na cidade, a polícia iniciou o trabalho de investigação, cujas pistas levaram até Jefinho. O suspeito foi detido quando saia de sua residência, em um condomínio no bairro Costeira. O delegado Tiago Wladyka disse que “as investigações duraram um pouco mais de um ano, foram ouvidas testemunhas e juntadas outras provas, o que acarretou na necessidade da prisão temporária do Jefinho, para auxiliar nas investigações”.

O suspeito já é figura conhecida da polícia, com uma extensa ficha criminal, possui passagens por tráfico de drogas, homicídio, homicídio qualificado, associação ao tráfico, posse e porte irregular de arma de fogo de uso permitido, porte de arma de fogo de uso restrito, dentre outros crimes. Segundo a polícia, com a prisão temporária de Jeferson já decretada, as investigações seguem até a conclusão do inquérito policial. O suspeito permanece preso na Delegacia de Araucária.

Relembre o crime

Agnaldo foi assassinado com três tiros, na rua Primavera, no barro Campina da Barra, enquanto ele trabalhava. A vítima foi procurada por uma pessoa que se dizia interessada nos produtos que ele vendia. O suposto cliente repassou um endereço, via whatsapp, para se encontrar o vendedor que, ao chegar no local, foi covardemente assassinado, com diversos disparos de arma de fogo.

A esposa de Agnaldo, que estava junto com ele no carro no momento do homicídio, chegou a relatar na época que um homem de cor negra saiu de um matagal na mesma rua e aproximou-se do casal. Agnaldo foi atendê-lo, como atenderia qualquer cliente, quando saiu do carro, o indivíduo efetuou os disparos, e em seguida teria fugido pelo mesmo matagal de onde apareceu. O mascate morreu ainda no local do crime.