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Policiais militares salvam bebê que engasgou com leite materno


“Deus colocou anjos de farda, que vieram em minha direção para salvar a minha filhinha”. Foi com este depoimento emocionado que Francisca de Oliveira, agradeceu aos policiais militares que salvaram sua bebezinha, de apenas 19 dias. A criança havia acabado de mamar, foi colocada pela mãe no bercinho após arrotar, mas acabou se engasgando com o leite materno. O fato aconteceu na tarde de terça-feira, 28 de janeiro, por volta das 16h30, na rua Gavião, bairro Capela Velha, quando a PM fazia um patrulhamento de rotina naquela região.

A viatura foi abordada por um familiar de Francisca, que pedia socorro porque a filhinha recém-nascida, estava sem respirar e com uma coloração roxa. Os soldados Pereira e Oliveira, imediatamente realizaram os primeiros socorros. Pereira pegou a criança nos braços e a colocou de bruços e com uma das mãos iniciou a manobra de Heimlich, uma técnica que limpa as vias aéreas, ajudando a desengasgar uma pessoa. Em segundos a bebezinha expeliu um pouco de leite e voltou a respirar, retomando a cor normal. Em seguida veio o choro, que deixou todos aliviados. O Siate chegou cinco minutos depois, fez novos procedimentos, e retirou mais um pouco de leite dos pulmões da criança, que foi levada para o Hospital Municipal de Araucária, onde passou por alguns exames. “Fiquei desesperada, saí gritando na rua, pedindo socorro, graças a Deus os policiais vieram rápido e conseguiram evitar o pior. Não tenho palavras para agradecer, agora estou mais tranquila, minha bebê está bem. Agradeço primeiramente a Deus, aos policiais, ao Samu que veio rápido e a toda a equipe do HMA, que foram muito atenciosos com a gente”, declarou Francisca.

Acostumados a enfrentar situações de violência na sua rotina de trabalho, os soldados Oliveira e Pereira não tiveram palavras para expressar o que sentiram naquele momento. “Depois que passa o susto a gente se emociona em lembrar que a criança conseguiu ter a vida de volta. Para nós é uma experiência que, certamente, ficará marcada para sempre”, relataram.

Texto: Maurenn Bernardo

Foto: Everson Santos

Publicado na edição 1197 – 30/01/2020

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